Clínica pediátrica Mon Petit
Login

Fale com o Dra Fernanda

Tel.: (31) 3223 31 00
Avenida do Contorno, 4747 Serra
Life Center 7° andar sala 712
Belo Horizonte MG CEP 30.110-090
Assinar newsletter Curta-nos no facebook Siga-nos no twitter

Fernanda Minafra

Fernanda Minafra graduou-se em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais em 2006. Durante a faculdade, fez estágios em diversas áreas como cardiologia e terapia intensiva (Hospital Mater Dei) e endocrinologia (Santa Casa). No entanto, sua admiração pela Pediatria sempre prevaleceu, quando fez parte do Programa de Iniciação à Docência pelo Departamento de Pediatria da UFMG e do Núcleo de Assistência à Saúde do Adolescente da Pró-Reitoria de Extensão da UFMG.

Em 2007, ingressou na Residência Médica em Pediatria no Hospital das Clínicas da UFMG. Em seguida, optou pelo 3º ano de Residência Medica em Alergia e Imunologia Pediátrica com o objetivo de aperfeiçoar o atendimento na Pediatria, devido à grande prevalência de doenças alérgicas.

Durante a especialização em Alergia, foi convidada e foi Membro do Grupo de Discussão de Casos Clínicos do Curso de Pneumologia do XII Congresso Mineiro de Pediatria. Foi apresentadora de Relato de Casos no X Congresso Mineiro de Pneumologia e Cirurgia Torácica e também de diversos Pôsteres no II Simpósio Internacional de Imunodeficiências Primárias, além de autora e apresentadora de Tema Livre no 11º Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia em Pediatria. Concluindo essa subespecialização em 2010.

Nesse mesmo ano, obteve o título de especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatra, de onde é membro.

Atualmente, é médica do Ambulatório de Imunodeficiências Primárias do Serviço de Alergia e Imunologia do Hospital das Clínicas da UFMG, onde deu início ao seu projeto de Mestrado. Faz parte da Unidade Funcional de Pediatria do HC-UFMG, atuando na Enfermaria e no CTI pediátrico. Além de ser membro do corpo clínico da Pediatria do pronto-socorro do Hospital Mater Dei.

Na Clínica Mon Petit, atua tanto como Pediatra Geral como Alergista e Imunologista, atendendo crianças, adolescentes e suas famílias de forma personalizada e humanizada, com objetivo de aprimorar a qualidade de vida dos mesmos.

Pediatria

A Pediatria é a especialidade médica dedicada à assistência à criança e ao adolescente, nos seus diversos aspectos, sejam eles preventivos (Puericultura) ou curativos. Aspectos preventivos envolvem ações como aleitamento materno, imunizações (vacinas), prevenção de acidentes, além do acompanhamento e das orientações necessárias a um crescimento e desenvolvimento saudáveis (puericultura). Os curativos correspondem aos diversos procedimentos e tratamentos das mais variadas patologias, exclusivas ou não da criança e do adolescente.

O Pediatra é o médico com formação dirigida exclusivamente aos cuidados da criança e do adolescente, com uma período de especialização que compreende no mínimo dois anos (residência médica). Esse período pode ainda ser complementado por um ou mais anos de especialização em uma das muitas áreas de atuação na Pediatria. Atualmente, o conhecimento necessário para o exercício da clínica pediátrica vai muito além dos ensinamentos aprendidos na Faculdade de Medicina, variando desde competências técnicas até conhecimentos na área de direito, educação e ciências sociais.

O ato pediátrico depende fortemente de um esforço para compreender uma queixa de um indivíduo com poucas margens para a comunicação. Dessa forma, o Pediatra busca compreender a família, suas angústias e o contexto social e emocional de cada criança.

Com a expectativa de vida podendo chegar até os 100 anos, o grande desafio do Pediatra é a prevenção de doenças crônicas dos adultos e idosos (tais como obesidade, diabetes, hipertensão arterial, pneumopatias, etc), modificando hábitos nocivos à saúde futura, os quais se estabelecem na faixa etária pediátrica. É essencial que toda criança seja acompanhado por um especialista em Pediatria desde os primeiros dias de vida, e que mantenha esse acompanhamento por toda a infância e adolescência, mesmo na ausência de doenças.

A alergia pediátrica

Alergia e Imunologia é a especialidade médica que estuda a fisiopatologia das doenças alérgicas, visando sua prevenção, diagnóstico e tratamento. Estuda também as doenças que cursam com comprometimento no sistema imunológico (que é responsável pela defesa do organismo às infecções), tratando de pacientes que apresentam infecções de repetição, tendo como base patologias conhecidas como imunodeficiências.

Doenças Alérgicas

É importante ressaltar que os quadros alérgicos são a expressão de alterações no sistema imunológico. Na verdade, as doenças alérgicas representam uma resposta exacerbada do sistema imunológico ao contato com antígenos, sejam inalados, ingeridos ou no contato com a pele, resultando nas doenças mais frequentemente acompanhadas nessa especialidade: asma, rinite alérgica, dermatite atópica, urticárias e alergia alimentar.

As manifestações das doenças alérgicas (obstrução e prurido nasais, espirros, sibilância ou “chieira”, dificuldade respiratória, prurido cutâneo, edema subcutâneo e de mucosas), comprometem a qualidade de vida dos pacientes e, muitas vezes, podem levar a quadros graves, principalmente em casos de asma, alergia alimentar ou de reações alérgicas a medicamentos.

Em crianças, particularmente, sabe-se que os quadros alérgicos são causa de falta à escola, dificuldade na prática de atividades físicas, restrições alimentares, sendo estas últimas, muitas vezes, instituídas sem critério. No longo prazo, podem determinar dificuldades escolares, atraso no crescimento e desenvolvimento e comprometer a sociabilização da criança.

Desta forma, torna-se fundamental o diagnóstico precoce e instituição do tratamento adequado, visando evitar o comprometimento da saúde e do desenvolvimento da criança e a interferência em sua qualidade de vida.

Além da importância das doenças alérgicas no que tange ao comprometimento da qualidade de vida, sabe-se sua ocorrência é bastante comum, acometendo cerca de 20 a 25% da população, e que está aumentando nas últimas décadas.

Hereditariedade e fatores ambientais estão envolvidos na gênese das doenças alérgicas. Filhos de pais alérgicos têm 60 a 70% de chance de desenvolver alergias. Além disso, exposição ambiental a alérgenos é determinante na forma de apresentação, época de aparecimento e gravidade dos sintomas alérgicos, principalmente os de manifestação respiratória. Desta forma, torna-se de extrema importância a investigação da história familiar e da presença de alérgenos no domicílio para identificação das crianças com risco de desenvolver quadros alérgicos e iniciar sua prevenção e tratamento medicamentoso adequado.

Imunodeficiências

São alterações no sistema imunológico que comprometem seu funcionamento normal, dificultando ou impedindo sua capacidade de defesa contra agentes infecciosos (bactérias, vírus, fungos), resultando em infecções recorrentes. A função do Imunologista é identificar qual alteração está comprometendo o funcionamento do sistema imune, instituir o tratamento adequado e orientar os pacientes quanto aos cuidados para ajudar a prevenir as infecções.

Sabe-se que vários fatores podem prejudicar o funcionamento normal do sistema imunológico, dentre os quais medicamentos imunossupressores, corticóides, doenças crônicas (cardiopatias, hepatopatias, doenças renais), desnutrição, HIV. Essas são causas de imunodeficiências secundárias. As chamadas imunodeficiências primárias (que são as acompanhadas pelo Imunologista) têm base genética. Existem critérios que indicam a necessidade de investigação dessas doenças.

Rotineiramente, rotulam-se crianças como portadoras de “defesa baixa”, devido a infecções respiratórias usuais da infância. Sendo assim, são consideradas normais até 8 infecções em vias respiratórias superiores no período de 1 ano, sendo que muitas vezes tratam-se de quadros virais, com duração auto-limitada e sem necessidade de antibióticos. À medida que a criança cresce e seu sistema imunológico se desenvolve, são criadas respostas adequadas aos patógenos aos quais ela tem contato, diminuindo sensivelmente a ocorrência de infecções. É importante ainda ressaltar que doenças alérgicas como asma e rinite alérgica são um dos principais agentes predisponentes a infecções de repetição em vias aéreas superiores, devido ao acúmulo de secreções que essas patologias provocam, fornecendo um local propício para proliferação bacteriana. Nestes casos, o tratamento adequado das doenças alérgicas proporcionará a diminuição das infecções em vias aéreas superiores.

O bom profissional de saúde deve ter a sensibilidade de entender a angústia dos pais frente a crianças com infecções recorrentes e ser capaz de orientá-los. Deve ainda, ser capaz de identificar as crianças que precisam ser investigadas para imunodeficiência. Diante da suspeita de imunodeficiência, a criança deve ser referenciada a um Imunologista para investigação aprofundada.

Orientaçoes

Rinite
  • O que é rinite?
    • A rinite é a inflamação da mucosa nasal, manifestando-se por um ou mais dos seguintes sintomas: espirro, coriza, prurido (coceira) e congestão nasal. É importante esclarecer que nem sempre os sintomas da rinite são decorrentes de exposição a alérgenos. Dentre outras causas desses sintomas, podemos citar infecções (p.ex: por virus, como Influenza); uso de medicamentos (rinite medicamentosa, principalmente decorrente do uso indiscriminado de descongestionantes nasais tópicos); obstrução anatômica, que pode ocorrer em casos de desvio de septo ou pela presença de pólipos nasais; e corpo estranho nas narinas, este mais comum em crianças.

      O alergista deve definir se o paciente apresenta rinite alérgica através do quadro clinico e da investigação dos fatores desencadeantes. Com a ajuda de testes alérgicos, pode-se definir a causa principal e otimizar o tratamento.

  • Quais são os principais desencadeantes de rinite alérgica?
    • No nosso meio, os ácaros (presentes na poeira) são identificados como os principais agentes desencadeantes dos sintomas de rinite alérgica, mas também têm grande importância alguns tipos de fungos (mofo), baratas e descamação de epitélios de animais, principalmente cão e gato.

      Perfumes e outras substâncias com odores fortes (produtos do petróleo, solventes orgânicos, fumo) têm efeito irritativo, podendo desencadear sintomas em pacientes com rinite não-alérgica e exacerbar os sintomas nos pacientes com rinite alérgica.

      Podem-se realizar testes específicos com alérgenos (ácaros, fungos, barata, epitélio de cão e gato, por exemplo), mas não existem testes alérgicos para agentes irritativos (perfume, fumo, fumaça de carros).

  • Quais as medidas para evitar ácaros?
      1. Cobrir colchões e travesseiros com capa impermeável
      2. Lavar toda a roupa de cama e secar em secadora ou à luz do sol (não deixar úmida)
      3. Retirar tapetes, animais peludos e materiais amontoados, principalmente nos quartos
      4. Passar aspirador de pó pela casa pelo menos uma vez por semana
      5. Evitar móveis estofados (dar preferência ao couro)
      6. Conversar com seu alergista sobre necessidade de uso de umidificadores, como lidar com o contato com os animais domésticos e como lidar com a criança alérgica.
Imunoterapia
  • O que é Imunoterapia?
    • A Imunoterapia também é conhecida como vacina contra alérgenos. É uma forma de tratamento que estimula o sistema imunológico. É realizada a administração do alérgeno, ao qual o paciente é sensível, em concentrações gradualmente crescentes, com o objetivo de criar tolerância a estímulos alérgicos. Consequentemente há uma melhora dos sintomas e da qualidade de vida. Tais vacinas podem ser administradas por via oral ou subcutânea, entretanto os estudos até o momento mostram eficácia comprovada principalmente com as vacinas aplicadas por via subcutânea.

  • Quais são as indicações da Imunoterapia?
    • A Imunoterapia está indicada para o tratamento de doenças alérgicas, principalmente em rinite, asma e alergia a picada de insetos (formiga, abelha, vespa). Pode estar indicada também em alguns casos de conjuntivite alérgica não responsiva ao tratamento farmacológico. Até o momento, não há indicação em asma grave, dermatite atópica ou alergia alimentar.

Dermatite Atópica
  • O que é dermatite atópica?
    • Dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica da pele, caracterizada por ressecamento da pele, prurido extremo, descamação e formação de crostas. Pode apresentar períodos de melhora e recidiva e sua localização varia de acordo com a idade do paciente. Em lactentes é mais comum na face, pescoço e superfícies extensoras de braços e pernas. Em crianças maiores as lesões ocorrem nas superfícies flexoras, pescoço, mãos e pés. Os adultos podem ter mais acometimento das mãos e pode haver associação com a atividade ocupacional.

  • Quais são os desencadeantes da dermatite atópica?
    • Sabões, detergentes, água muito quente, amaciantes de tecido, tempo muito frio, suor podem ser desencadeantes ou agravantes de lesões de dermatite atópica, pois causam ressecamento da pele e podem ter ação irritativa.

  • Quais as recomendações a pacientes com dermatite atópica?
      1. Evitar banhos muito quentes e demorados
      2. Evitar uso de sabonetes e não esfregar a pele com esponjas ( usar sabonete neutro ou indicado pelo médico)
      3. Usar creme hidratante ( prescrito pelo médico) diariamente em todo o corpo
      4. As roupas devem ser leves e não oclusivas. O algodão é menos irritante que o poliéster e a lã.
Imunodeficiênicias
  • O que é Imunodeficiência?
    • Imunodeficiência é uma disfunção do sistema imunológico, que tem como conseqüência a incapacidade de se estabelecer uma resposta a antígenos (ex: bactérias ou vírus). Há várias partes do sistema imunológico que podem ser afetadas e as manifestações dependem de onde está essa desordem. As imunodeficiências resultam em uma maior suscetibilidade a infecções e certos tipos de câncer.

      Quando hereditárias, elas são chamadas de Imunodeficiências Primárias. No entanto, podem surgir como resultado de uma doença, como a infecção pelo HIV ou ser secundária a drogas (imunosupressão), como no tratamento de doenças auto-imunes ou na prevenção contra a rejeição de um transplante de órgãos, então chamadas Imunodeficiências Adquiridas.

  • Quando é necessário pesquisar?
    • Existem 10 sinais de alerta para Imunodeficiências Primárias (IDP) que foram estabelecidas pela Fundação Jeffrey Modell para orientar quais são os pacientes que devem ser pesquisados para IDP. São eles:

      1. 1. Duas ou mais Pneumonias no último ano;
      2. 2. Quatro ou mais otites no último ano;
      3. 3. Estomatites de repetição ou monilíase por mais de 2 meses;
      4. 4. Abscessos de repetição ou ectima;
      5. 5. Um episódio de infecção sistêmica grave (meningite, osteoartrite, sepse);
      6. 6. Infecções intestinais de repetição /diarréia crônica;
      7. 7. Asma grave, doenças do colágeno ou doenças auto-imunes;
      8. 8. Efeito adverso à vacina do BCG ou infecção por Micobactéria;
      9. 9. Fenótipo clínico sugestivo de síndrome associada à imunodeficiência;
      10. 10. História familiar de imunodeficiência.

      Se seu filho apresenta qualquer um desses sinais, procure um Imunologista.

Dermatite Atópica
  • O que é dermatite atópica?
    • Dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica da pele, caracterizada por ressecamento da pele, prurido (coceira) extremo, descamação e formação de crostas. Pode apresentar períodos de melhora e recaídas, e sua localização varia de acordo com a idade do paciente. Em lactentes, é mais comum na face, pescoço e superfícies extensoras de braços e pernas. Em crianças maiores, as lesões ocorrem nas superfícies flexoras, pescoço, mãos e pés. Os adultos podem ter mais acometimento das mãos e pode haver associação com a atividade ocupacional.

  • Quais são os desencadeantes da dermatite atópica?
    • Sabões, detergentes, água muito quente, amaciantes de tecido, tempo muito frio e suor podem ser desencadeantes ou agravantes de lesões de dermatite atópica, pois causam ressecamento da pele e podem ter ação irritativa.

  • Quais as recomendações a pacientes com dermatite atópica?
      1. Evitar banhos muito quentes e sem hidratação após
      2. Evitar uso de sabonetes e não esfregar a pele com esponjas (usar sabonete neutro ou indicado pelo médico)
      3. Usar creme hidratante (prescrito pelo médico) diariamente em todo o corpo
      4. As roupas devem ser leves e não-oclusivas. O algodão é menos irritante que o poliéster e a lã.
Asma
  • O que é asma?
    • Asma é uma doença respiratória secundária a uma inflamação crônica das vias aéreas do pulmão, onde o fluxo de ar fica limitado e isso gera sintomas como dificuldade respiratória, falta de ar, “chieira”, tosse. Essa inflamação torna as vias aéreas mais sensíveis a alérgenos, irritantes como fumaça, frio, etc. Cerca de 20% a 30% dos brasileiros sofrem dessa doença (principalmente as crianças), a qual apresenta grande característica genética. A asma é a terceira enfermidade que mais causa hospitalização.

      Um erro comum é o tratamento apenas durante as crises. Mas, dependendo da gravidade da mesma, os tratamentos preventivos são essenciais para que seus filhos cresçam e tenham uma melhor qualidade de vida.

      Antigamente, a asma era chamada de bronquite, bronquite alérgica ou bronquite asmática. O nome asma estava vinculado aos casos mais graves. O nome correto é simplesmente ASMA.

  • Como é feito o tratamento da asma?
    • O principal objetivo do tratamento é reduzir o número de crises, os sintomas diários e a progressão da doença.

      Os broncodilatadores são usados com ótima resposta em crises leves. Mas, diante de uma crise mais grave, pode ser necessário o uso de corticóide e, até mesmo, oxigênio.

      A medida inicial a ser tomada é o controle ambiental, assim como orientado na Rinite. O tratamento medicamentoso é prescrito de acordo com a gravidade da asma.

      O tratamento de sintomas apenas durante as crises só é indicado em pacientes com asma leve, mas em casos de asma moderada e grave também se indica o uso de medicamentos de uso contínuo para a prevenção das mesmas.

      Pode-se lançar mão da imunoterapia em alguns casos específicos. Mas deve ser administrada por especialistas treinados. E tem o objetivo de diminuir a hipersensibilidade do paciente alérgico a um determinado alérgeno, reduzindo a frequência e a gravidade das crises. Consequentemente, com melhora da qualidade de vida dos pacientes asmáticos.

  • Meu bebê “chia” – isso quer dizer que ele tem asma?
    • É extremamente comum os bebês apresentarem quadro de sibilos ou “chieira” nos primeiros 12 a 18 meses de vida. Geralmente esse quadro ocorre diante de uma infecção aguda viral (gripe) que leva a uma hiperresponsividade do pulmão. Nesses casos, a doença é auto-limitada. No entando, um número significativo dos bebês continua a apresentar crises de “chieira” associada ou não a quadros gripais. Esses lactentes não serão, necessariamente, asmáticos no futuro. São os chamados “bebê chiadores”.

      Convém lembrar também que algumas crianças asmáticas podem ter sua primeira crise de asma no primeiro ano de vida. Tanto para o “bebê chiador”, quanto para o asmático, é necessário um acompanhamento especializado para ser realizado o diagnóstico correto e melhor conduta em cada caso.

Alergia
  • O que é alergia?
    • Alergia é uma reação anormal do sistema imunológico a substâncias (antígenos) aparentemente inocentes, que, quando em contato com o organismo (seja ingeridas, inaladas ou por contato com a pele), podem desencadear uma maior irritabilidade.

      Os principais tipos de manifestações alérgicas são asma, rinite, alergia alimentar e a dermatite (saiba mais sobre cada uma delas abaixo). As pessoas que apresentam essa maior sensibilidade são chamadas de alérgicas ou atópicas. E as substâncias capazes de desencadear alergias são os alérgenos.

      Para desencadear alergia é preciso uma combinação entre predisposição genética da pessoa + um ambiente que favoreça seu aparecimento.

      O tratamento de doenças alérgicas é baseado no controle ambiental, no uso correto das medicações e na imunoterapia. Cada um desses tem suas indicações, sendo o primeiro o mais importante deles. Seguindo corretamente as orientações do seu alergista, muito provavelmente você obterá sucesso no tratamento.

Alergia ao leite de vaca x intolerância à lactose

A alergia ao leite de vaca e a intolerância à lactose são duas condições clínicas diferentes, que não devem ser confundidas pelos pais, embora frequentemente isso aconteça.

Deve-se ser cauteloso com o diagnóstico de alergia ao leite de vaca, pois se cria um estigma devido à importante alteração na dieta das crianças.

  • Alergia ao leite da vaca
    • A alergia ao leite de vaca é decorrente de uma resposta imunológica do intestino às proteínas do leite de vaca, que são reconhecidas como substâncias estranhas ao organismo, desencadeando a produção de anticorpos. Pode ser caracterizada por sintomas gastrointestinais, respiratórios e/ou dermatológicos. São eles: vômitos, diarréia, sangramento intestinal, constipação intestinal, cólicas, irritabilidade, anemia, dificuldade de ganho de peso, asma, otite, urticária, etc.

      Para o diagnóstico, podem ser utilizados alguns testes laboratoriais e testes alérgicos cutâneos. No entanto, estes podem ser negativos, mesmo em reações alérgicas intensas. Em alguns casos, é necessária a realização de biópsia intestinal. Na verdade, a forma mais comum de fazer o diagnóstico é o teste terapêutico, através da utilização de fórmulas lácteas consideradas hipoalergênicas.

      Em alguns casos de alergia à proteína do leite de vaca, a soja pode ser indicada, mas existem outras situações em que há reações “cruzadas” com outros alimentos. Portanto, para cada situação, há uma orientação alimentar específica. É importante ressaltar que o leite de cabra não é uma opção terapêutica para alergia ao leite de vaca. Além disso, é essecial a suspensão de todos os derivados do leite de vaca da dieta do paciente, lembrando que a alergia é um processo qualitativo e independe da quantidade da substância ingerida, ou seja, pequenas quantidades de leite de vaca ou seus derivados podem desencadear as mesmas reações alérgicas.

  • Intolerância à lactose
    • A intolerância à lactose caracteriza-se por uma deficiência de uma enzima chamada lactase (produzida no intestino), responsável pela digestão da lactose, que é um açúcar presente no leite de vaca e seus derivados.

      Sem a enzima lactase ou com pouca lactase no intestino, o açúcar lactose pode não ser bem digerido e é fermentado pelas bactérias habitantes do intestino grosso, "puxando a água" e levando à diarréia e à maior produção de gases (cólica, desconforto ou distensão abdominal).

      A intolerância à lactose pode ser primária ou congênita, na qual ocorre ausência total ou parcial da produção de lactase. O mais comum, no entanto, é que ocorra a diminuição gradativa da lactase no decorrer da infância, mantendo-se uma pequena produção da enzima em proporções variáveis, quando a criança (ou o adulto) é capaz de tolerar menores quantidades dos produtos que contém leite de vaca e derivados. O tratamento é realizado através da utilização de fórmulas lácteas à base de leite de vaca que não contenham lactose, ou através de fórmulas de soja. Para os indivíduos com intolerância parcial à lactose, existem leites com baixa lactose. É possível também, para os amantes incondicionais do leite, a ingestão da lactase.

Pediatria geral
Este site foi desenvolvido pelo escritório de design Noema