Clínica pediátrica Mon Petit
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Francisco Machado

Graduado em medicina pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), em 2003. Desde o início, mostrou interesse pela pediatria e pesquisa científica, tendo participado de vários congressos da área, recebendo, inclusive, Prêmio de 2º melhor Trabalho no 9º Congresso Paulista de Pediatria (2001), e Menção Honrosa no Seminário de Iniciação Científica da Universidade Federal de Ouro Preto.

Ingressou em 2004, no programa de Residência Médica em Pediatria da Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo - SP, com conseqüente obtenção do Titulo de Especialista em Pediatria. Em seguida, foi selecionado para participar do programa de Hebiatria - Medicina de Adolescentes - na mesma instituição, esse com duração de 2 anos, durante os quais realizou atendimento ambulatorial, discussões de casos clínicos com estudantes e profissionais da área da saúde, atividades que manteve mesmo após o término de sua especialização. Durante este tempo, desenvolveu interesse pela área de Dor e Cuidados Paliativos, estágio pelo qual passou em ambulatório e grupo de discussões, atividades que também manteve durante e após sua formação em Hebiatria. Neste período participou do curso de Cuidados Paliativos e Psico-Oncologia, promovido pelo grupo PALLIUM Latinoamerica Association, com apoio do Oxford International Centre for Palliative Care (Inglaterra), do qual recebeu diploma. Em 2007, ingressou no corpo clínico do Hospital Municipal do Grajaú ( São Paulo- SP), onde assumiu a função de médico assistente do Pronto-Socorro e preceptor de alunos do 5º e 6º ano e residentes do 1º e 2º ano da Faculdade de Medicina da UNISA (Universidade de Santo Amaro).

Em 2008, mudou-se para Belo Horizonte, onde ingressou no corpo clínico dos hospitais Mater Dei e São Camilo, nas unidades de Urgência e Emergência.

Em Fevereiro de 2009, foi convidado a se unir à equipe da Clínica Mon Petit.

Diploma

  • Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).
  • Residência em Pediatria pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo, SP.
  • Complementação Especializada em Hebiatria pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo, SP.
  • Título de Especialista em Pediatria e Hebiatria.
  • Diploma em Medicina Paliativa.

Pediatria

A Pediatria é a especialidade médica dedicada à assistência à criança e ao adolescente, nos seus diversos aspectos, sejam eles preventivos (Puericultura) ou curativos. Aspectos preventivos envolvem ações como aleitamento materno, imunizações (vacinas), prevenção de acidentes, além do acompanhamento e das orientações necessárias a um crescimento e desenvolvimento saudáveis (puericultura). Os curativos correspondem aos diversos procedimentos e tratamentos das mais variadas patologias, exclusivas ou não da criança e do adolescente.

O Pediatra é o médico com formação dirigida exclusivamente aos cuidados da criança e do adolescente, com uma período de especialização que compreende no mínimo dois anos (residência médica). Esse período pode ainda ser complementado por um ou mais anos de especialização em uma das muitas áreas de atuação na Pediatria. Atualmente, o conhecimento necessário para o exercício da clínica pediátrica vai muito além dos ensinamentos aprendidos na Faculdade de Medicina, variando desde competências técnicas até conhecimentos na área de direito, educação e ciências sociais.

O ato pediátrico depende fortemente de um esforço para compreender uma queixa de um indivíduo com poucas margens para a comunicação. Dessa forma, o Pediatra busca compreender a família, suas angústias e o contexto social e emocional de cada criança.

Com a expectativa de vida podendo chegar até os 100 anos, o grande desafio do Pediatra é a prevenção de doenças crônicas dos adultos e idosos (tais como obesidade, diabetes, hipertensão arterial, pneumopatias, etc), modificando hábitos nocivos à saúde futura, os quais se estabelecem na faixa etária pediátrica. É essencial que toda criança seja acompanhado por um especialista em Pediatria desde os primeiros dias de vida, e que mantenha esse acompanhamento por toda a infância e adolescência, mesmo na ausência de doenças.

Hebiatria

Refererência à deusa grega da juventude. Hebe: filha de Zeus e Hera. Etimologicamente a palavra HEBIATRA é formada pelo antepositivo HEB + o pospositivo IATRA. Heb(e) antepositivo, do grego - juventude, adolescência; vigor da mocidade. Iatra pospositivo, do grego - iatrós,oû - 'médico'.

A Hebiaria ou Medicina de Adolescentes é a area de atuação em Pediatria voltada para o atendimento do de pessoas dos 10 aos 20 anos de idade (OMS).

Por que o adolescente precisa de um medico "só para ele"?

Do ponto de vista biológico, nenhuma outra fase da vida extra-uterina apresenta tantas mudanças, com crescimento e desenvolvimento muito particulares. Além disso, concomitantemente e, em alguns casos, até mesmo influenciado por tais alterações, o adolescente passa por mudanças do ponto de vista como encara o mundo, como se relaciona com seus pais, familiares, amigos e conhecidos. Em alguns casos, esses eventos podem levá-lo a “experimentar” novas situações as quais podem expô-los a riscos.

A forma através da qual a consulta do adolescente é conduzida permite que as questões acima sejam abordadas, juntamente com todas as questões do âmbito bio-psico-social (sexualidade, drogas, alimentação, preocupações com o corpo, exercícios e atividades físicas, diagnóstico e tratamento de doenças, etc...). Ainda mais, permite que ambos, médico e adolescente, atuem em uníssono na prevenção de potenciais agravos de sáude para este.

Orientaçoes

  • Calendário Vacinal recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria 2011/2012
  • A escolha do pediatra ideal para seu filho
    • Escolher o pediatra adequado é uma das mais importantes decisões de qualquer casal que acaba de ter um filho. Uma das mais importantes e difíceis. Geralmente, essa escolha tende a ser feita durante a gravidez, chegando-se a uma conclusão no sétimo ou oitavo mês de gestação, tendo por base conselhos e opiniões de amigos, conhecidos e familiares ou do próprio obstetra que segue a mãe durante a gravidez. Quando indicado por amigos, trata-se de pessoas que já passaram pela tarefa de eleger um pediatra para acompanhar os filhos, e estão mais ou menos habilitadas a sugerir o nome deste ou daquele médico. Embora essas sugestões sejam muito importantes (até decisivas), tanto você como o seu parceiro não devem se esquecer de ponderar sobre algumas questões práticas que podem ajudar no momento da escolha.

      São elas:

      1. 1 Flexibilidade de horário do pediatra.
      2. 2 Ele atende em hospitais na eventualidade de alguma internação?
      3. 3 Saber se ele responde a suas perguntas por e-mail e se oferece o celular.
      4. 4 Saber se ele disponibiliza um pediatra de confiança para atender seu filho durante suas férias.
      5. 5 Possui disponibilidade em situações de emergência?
      6. 6 Realiza atendimento domiciliar se necessário?
      7. 7 Checar o tempo de consulta que deve ser de pelo menos 1 hora por criança para o atendimento adequado.
      8. 8 Localização do consultório e facilidade de estacionamento.

      Embora seja uma situação desagradável e constrangedora, os pais do bebê não devem hesitar em mudar de pediatra, caso este não corresponda às suas expectativas. Uma vez que, em média, o pediatra é visitado uma dezena de vezes até ao primeiro ano de vida do bebê, convém que seja merecedor da confiança e respeito dos pais.

      Comentário da revista Crescer (julho de 2010):
      “Corte da sua lista, sem dó, aquele médico que não dá o número do celular. O pediatra cuidará da saúde do seu filho durante muitos anos e deve passar segurança para você”.

      Convênio ou particular?

      O mais importante é que o pediatra preencha os critérios expostos acima e conquiste sua confiança. Caso tenha um convênio que ofereça um pediatra que atenda seu filho desta maneira (pelo menos 1 hora de consulta, esteja disponível por e-mail e celular, etc), não há problema.

      Lembre-se que estamos falando da pessoa mais importante das nossas vidas. Você deve se programar para ter um filho, pois ele não é apenas uma “plantinha” que cuidamos em casa. Ele precisa ser orientado, ensinado, acompanhado e é preciso ter paciência, persistência e dedicar tempo.

      Valorize a educação e a saúde do seu filho.

      Qual a periodicidade das consultas?

      O bebê deve ser acompanhado por um especialista, pelo menos, uma vez por mês, até completar os seis meses de idade. No entanto, muitos pediatras, optam por consultas mensais durante todo o primeiro ano.

      Após 1 ano de vida e até os 2 anos as consultas são trimestrais. De 2 a 4 anos os encontros são semestrais e, por fim, anuais.

      Importante: as consultas de emergência não eliminam as de rotina.

      O que o pediatra deve examinar?

      O pediatra deve ouvir as queixas e TODAS as suas dúvidas, perguntar sobre o desenvolvimento da criança e realizar o exame físico completo: pesar, medir, medir a cabeça, aferir a pressão mesmo nas crianças menores de 1 ano, colocar os dados na curva de crescimento e sempre orientar a respeito:

      1. 1 Crescimento
      2. 2 Desenvolvimento neuro-psicomotor
      3. 3 Vacinação
      4. 4 Alimentação
      5. 5 Equilíbrio da higiene
      6. 6 Sono
      7. 7 Dentição
      8. 8 Comportamento
      9. 9 Prevenção de acidentes para aquela faixa de idade
  • Cuidados com o recém-nascido
    • Quais o cuidados com o cordão umbilical?
      • O cordão umbilical representa a ligação anatômica do bebê com a mãe. É cortado no nascimento do bebê e deve ser tratado com muito cuidado para que cicatrize bem, pois é um dos locais com maior risco de infecções para os recém-nascidos. Os bebês recebem os nutrientes e o oxigênio através do cordão umbilical quando estão no ventre das mães.

        Depois do parto, um dos primeiros procedimentos se o bebê está respirando normalmente e tem as vias respiratórias libertas, é cortar o cordão umbilical. O médico coloca duas pinças no cordão e corta-o pelo meio. O procedimento é totalmente indolor para o bebê.

        Posteriormente, o resto do cordão umbilical que ficou preso ao nível do abdome do bebê é cuidado pelos médicos, para que cicatrize mais facilmente.

        Cuidados

        Os cuidados com o cordão umbilical a partir do nascimento aplicam-se tanto aos profissionais de saúde, que tratam do bebê nos primeiros dias, como aos pais, já em casa.

        O cordão umbilical deve ser mantido limpo e seco, colocado envolto em uma compressa esterilizada, embebida em álcool a 70%. Para que a fralda não interfira com o resto do cordão que permanece agarrado ao abdome do bebê, a colocação da fralda deve deixar o umbigo ao ar e nunca em contato com a urina.

        A roupa mais apropriada para o bebê nos primeiros dias, desde que o clima não esteja muito frio, será bastante leve e larga de forma a permitir que o ar seque o cordão e o faça a cair mais depressa. Se demorar muito tempo a cicatrizar, é normal que apareçam pequenas partes de tecido agarradas ao cordão, que desaparecem com o tempo, sem motivo para preocupações.

        Sinais de risco e infecção

        Dada a fragilidade do cordão umbilical, é necessário verificar periodicamente se aparecem alguns sinais de risco. Os mais comuns são:

        1. 1. A criança apresenta febre ou aparenta não estar bem de saúde.
        2. 2. A zona do umbigo tornou-se inchada e vermelha.
        3. 3. Aparecimento de pus na base do umbigo.

        Se for detectado algum desses sinais, é necessário recorrer ao médico, uma vez que o bebê pode apresentar uma infecção que deve ser tratada com antibióticos. Dada a fragilidade da saúde do bebê nos primeiros dias, o tratamento precoce é essencial.

        A queda do resto do cordão umbilical ocorre em cerca de 7 a 21 dias após o parto, ficando o bebê com uma cicatriz umbilical, como o característico de todas as pessoas. Poderão aparecer alguns vestígios de sangue nas fraldas do bebê no nível do umbigo, resultantes da queda do cordão, mas esse é um sinal perfeitamente normal.

    • Como prevenir as assaduras
      • A pele do bebê é muito sensível. Ela é cinco vezes mais fina do que a dos adultos e os bebês ainda não estão prontos para combater os problemas de pele, por isso, estão mais sujeito às assaduras.

        O que é assadura?

        A assadura é uma reação da pele ao contato com substâncias como a urina e as fezes acumuladas nas fraldas.

        A assadura é mais frequente em bebês que urinam demais e evacuam a cada mamada. A urina e as fezes, com os germes, formam um pH diferente do da pele. Ela reage e surge a assadura. Quanto mais calor, pior é, pois a fralda abafa a região do bumbum e as bactérias aumentam.

        Sintomas

        1. Avermelhamento da pele, parece uma queimadura leve
        2. Feridas
        3. Infecções com pus e crostas
        4. As assaduras podem prejudicar as evacuações do bebê, se não forem tratadas rapidamente.
        5. Dor
        6. Febre
        7. Choro

        Tratamento

        1. Higienizar o bebê e aplicar uma pomada contra assaduras.
        2. Tomar antibióticos ou antifúngicos se indicados pelo médico.

        Prevenção

        1. Após cada troca de fralda, limpe corretamente o bumbum e os órgãos genitais com algodão molhado em água morna.
        2. Evite tirar o excesso de cocô com a fralda descartável, pois o atrito pode irritar a pele do bebê.
        3. Se possível, deixe o bebê sem fralda por alguns instantes para ventilar bem a região.
        4. Tomar sol antes das 10 e depois das 15 horas na região do períneo por cerca de 15 minutos.
    • Cólicas no Bebê
      • Momentos que atormentam os bebês e preocupam os pais. A presença de cólicas atinge 50% dos recém-nascidos e desaparece por volta dos 3 meses. As causas ainda não foram descobertas pelos médicos, mas acredita-se que o problema seja decorrente da imaturidade do sistema gastrointestinal, além de outros fatores que podem colaborar, como por exemplo, o ar aspirado pelo bebê durante a amamentação e alimentos ingeridos pela mãe que causam fermentação durante a digestão.

        Algumas características são típicas no recém-nascido

        1. Apresenta o rosto avermelhado.
        2. Chora muito, para por alguns minutos, e chora novamente.
        3. Retorce-se.

        Não há medicação para tratar as cólicas. E os analgésicos são contra-indicados.

        Existem medidas preventivas que os pais podem fazer para ajudar

        1. Massagens na região do abdome para eliminar os gases.
        2. Fazer o bebê arrotar para expelir o ar que entrou enquanto mamava.
        3. Compressas com fralda aquecida ou bolsa de água quente sobre a região da barriga.
        4. Fazer exercícios com as pernas do bebê.
        5. Ficar atento à alimentação.

        Dica: Muitas mães dizem que chás de erva-doce e de camomila ajudam, mas não devem ser adoçados com açúcar, para que não ocorra a fermentação e a situação piore ainda mais.

    • Amamentação
      • A primeira, primordial, e insuperável forma de alimentar o recém-nascido é o aleitamento materno.

        A recomendação pela Sociedade Brasileira de Pediatria, órgãos do governo e pela Organização Mundial de Saúde é que o aleitamento materno seja exclusivo até os seis meses e complementado pelo menos até os dois anos de idade.

        1. O bebê deve ser colocado para sugar logo após o nascimento. Mesmo que não sugue, deixá-lo sobre o corpo da mãe.
        2. O leite humano muda de composição e de características nas duas primeiras semanas.
        3. O bebê mama toda hora durante o primeiro mês, inclusive durante toda a noite. Isto não significa que o leite é fraco.
        4. Manter postura confortável, com vestimentas que não incomodem a mãe nem o bebê.
        5. O corpo do bebê deve ficar em contato com o tórax da mãe. Seus braços não devem se interpor entre seu corpo e o corpo da mãe, mas o bebê deve estar firmemente apoiado no colo ou nos braços da mãe.
        6. A mãe segura o seio com a mão em “C” e aproxima o bebê do mamilo. Assim que o bebê abre a boca, leva-o a abocanhar o mamilo. É ele quem se aproxima da mama e não a mama que se aproxima dele – esta posição evita dores e desconforto nas costas.
        7. O bebê deve abocanhar toda a aréola, com o queixo tocando a mama e os lábios curvados para fora.
        8. O bebê deve esvaziar toda a mama, o que ocorre por volta de 15 minutos após o início da mamada. Ao retirar o bebê da mama, a mãe, com o dedo mínimo, provoca uma pequena abertura no canto da boca do bebê para modificar a pressão interna e não causar lesões ao mamilo; espera o bebê arrotar e em seguida o coloca na outra mama, até ele se satisfazer, o que pode acontecer sem esvaziar completamente a segunda mama.
        9. Na próxima mamada, a mãe deve oferecer primeiro a segunda mama da mamada anterior.

        Para evitar lesões no mamilo

        1. Realizar a técnica correta de amamentação e a forma de cessá-la, colocando o dedo mínimo no canto da boca do bebê.
        2. Expor as mamas ao ar livre e/ou a luz solar diariamente, por cerca de 15 minutos.
        3. Não usar álcool, sabões, ou produtos que ressecam a pele.

        É importante lembrar

        1. Mastite não contra-indica a amamentação. Trata-se com antibiótico, analgésico e o esvaziamento da mama, o que não prejudica a saúde do bebê.
        2. O uso de qualquer droga pela mãe deve ser informado ao pediatra do bebê, para que este avalie e oriente adequadamente sobre a interrupção ou não do aleitamento.
    • Por que os bebês choram?
      • Todo bebê chora. Eles não têm outra saída. Até bebês completamente saudáveis são capazes de chorar entre uma e cinco horas por dia no total, sem que haja nada de anormal. Como não podem fazer nada sozinhos, os bebês precisam dos outros para conseguir a comida, o calor e o conforto de que precisam.

        Chorar é o único jeito que o bebê tem de comunicar essas necessidades. No começo, pode ser desesperador tentar descobrir exatamente qual necessidade é essa: ele está com fome? Com frio? Com sede? Com tédio? Quer colo? Está com sono? Com o tempo, porém, você e seu companheiro vão começar a distinguir um pouco melhor cada choro do bebê, e farão o que ele quer mais rápido – o que deve representar menos choradeira.

        À medida que vão crescendo, os bebês aprendem outros meios de se comunicar conosco. Aperfeiçoam o contato visual, fazem barulhinhos e até sorriem. Tudo isso reduz a necessidade de choro. Se seu bebê não pára de chorar, experimente ir seguindo a lista item a item. Mesmo que nada dê certo, você vai ficar mais tranqüila, ao saber que fez tudo o que podia para consolar seu filho.

        Preciso comer

        A fome é o motivo mais comum para um recém-nascido chorar. Quanto mais novo for o bebê, maior é a probabilidade de ele estar chorando de fome. Isso só não acontece no primeiro ou no segundo dia depois do nascimento, pois nessa fase há crianças que quase não se alimentam. Se você está amamentando, percebe isso fácil, pois o colostro, aquele riquíssimo primeiro leite, é produzido em quantidades pequenas. O leite mesmo só "desce" por volta do terceiro dia. O recém-nascido tem o estômago pequeno, que não aguenta uma quantidade muito grande de leite.

        Assim, se o bebê chorar, tente oferecer leite. Pode ser que ele não pare de chorar na hora, mas deixe-o mamar. Conforme o estômago dele for se enchendo, ele deve se acalmar. Caso o bebê já esteja de barriga cheia e continue chorando, talvez esteja querendo dizer a próxima coisa da lista.

        Preciso ficar mais confortável

        Com toda razão, os bebês reclamam se a roupa está apertada demais ou se estão com a fralda suja de cocô. Há bebês que não estão nem aí se a fralda está suja. Por outro lado, há outros que querem ser trocados na hora, principalmente se estiverem com a pele irritada. Verifique a fralda do seu filho e troque-a, se necessário. Talvez isso resolva o choro, portanto sempre vale à pena tentar.

        Aproveite para verificar se não há nenhuma roupa apertando demais ou alguma outra coisa incomodando a criança, como um fio de cabelo enrolado nos dedinhos dela.

        Preciso ficar na temperatura ideal - nem quente demais nem frio demais

        Alguns recém-nascidos detestam ficar pelados para a troca ou para o banho. Não estão acostumados a sentir o contato do ar com a pele e preferem ficar de roupa. Se seu bebê for um desses, você logo vai aprender a trocar a fralda em velocidade recorde, para acabar com as reclamações.

        Tome cuidado para não exagerar nas roupas, senão a criança vai ficar com calor. Uma regra simples é deixar o bebê com um pouco mais de roupa que a sua: se você está de short e camiseta, pode colocar um macacãozinho comprido de algodão sem nada por baixo. Se você está de calça comprida e blusa de manga comprida, ponha nele um macacão com body e "mijão" por baixo.

        Um bom jeito de verificar a temperatura do bebê é sentir a barriga dele. Se ela estiver quente e suando, tire um pouco de roupa. Se ela estiver fria, agasalhe-o mais. Não vá pelas mãos e pelos pés, porque eles tendem a ficar mais frios que o resto do corpo.

        Cuidado para não exagerar nos cobertores na hora de dormir. O melhor é colocar uma mantinha embaixo das axilas do bebê, para não correr o risco de ele se enrolar nas cobertas.

        Preciso de colo

        Há bebês que precisam de mais colo para se sentir seguros. Crianças um pouco mais velhas já se acalmam só de ver você no quarto ou ouvir sua voz, mas os pequenininhos precisam do contato físico. Se seu filho está alimentado, de fralda trocada, e continua chorando, pode ser que só esteja querendo colo mesmo.

        Muita gente tem medo de "estragar" o bebê se der colo demais, mas nos primeiros três meses de vida isso não acontece. As crianças são diferentes entre si: algumas não precisam de tanto contato físico, e outras querem ficar no colo quase o tempo todo. Se seu filho for da turma do colinho, você pode usar outras estratégias, como o canguru ou o sling (uma espécie de rede), que mantêm o bebê perto de você mas liberam suas mãos para fazer outras coisas.

        Preciso descansar

        Seria ótimo se os bebês simplesmente fechassem os olhos e dormissem sempre que estivessem cansados, mas muitas vezes eles não conseguem fazer isso. Pode ser por agitação – um dia cheio de visitas e atividades pode deixar o recém-nascido muito excitado, e ele tem dificuldade para "desligar". O excesso de estímulo – luzes, barulho, passar de colo em colo – pode deixar o recém-nascido inquieto, e é isso o que muitos pais percebem.

        O bebê fica irritado no fim do dia, ou quando a casa está cheia. Talvez o bebê esteja só dizendo: "chega". Experimente levá-lo para um lugar calmo, reduzindo o nível de estímulo. Pode ser que ele ainda chore mais um pouco, mas depois finalmente se tranquilize e durma.

        Preciso me sentir melhor

        Se você já deu de mamar, já verificou se ele está confortável, e mesmo assim seu filho continua chorando, é inevitável começar a pensar que talvez ele esteja com alguma dor. Para pais de primeira viagem, é especialmente difícil saber se a criança fica insatisfeita com frequência só por temperamento (o que acontece com algumas delas, já que leva mais tempo para elas se adaptarem à vida fora do útero) ou se há algo de errado.

        Quando o bebê está com alguma dor, ele chora num tom diferente do choro normal – pode ser um choro mais desesperado, ou mais gritado. Por outro lado, para um bebê que chora bastante por natureza, o silêncio é que pode ser o sinal de que há algo errado.

        O mais importante é lembrar que você conhece o seu filho melhor que qualquer outra pessoa. Se você sentir que há alguma coisa errada, entre em contato com o Pediatra.

        Preciso de alguma coisa... mas não sei o quê

        Haverá ocasiões em que você não vai conseguir descobrir o que está fazendo o bebê chorar. Muitos recém-nascidos passam por períodos de inquietação, e são difíceis de acalmar. A choradeira pode durar alguns minutos ou então horas a fio. O quadro de choro constante e inconsolável às vezes recebe o nome de cólica.

        Oficialmente, a cólica é definida pelo choro inconsolável por pelo menos três horas ao dia, e que aconteça pelo menos três vezes por semana. É muito difícil lidar com um bebê com cólica. A família inteira sofre e fica estressada. Se você conseguir, tente se concentrar no fato de que isso vai passar.

        A maioria dos bebês supera a cólica por volta dos 3 meses. Para mais idéias, leia nossas estratégias sobre como lidar com a cólica.

    • Perda de fôlego
      • A perda de fôlego freqüentemente é objeto de preocupação dos pais que se sentem como se a criança fosse morrer. A grande dificuldade naqueles casos que cursam com perda de consciência é diferenciar das crises convulsivas ou epilépticas. Essa diferenciação pode ser ainda mais difícil naquelas crises que além da perda de consciência se manifestam com enrijecimento do corpo ou abalos musculares. Esses episódios são sempre precedidos por choro, desencadeado por contrariedade, susto ou dor por pequenos traumas. Por outro lado, a crise epiléptica é de ocorrência espontânea, geralmente sem um fator precipitante aparente.

        As crises de perda de fôlego ocorrem geralmente entre os 6 meses e 3 anos e são de dois tipos: cianótica (quando a criança fica “roxinha”) e pálida.

        Na hora da crise não adianta assoprar a criança. Os pais devem se manter tranquilos e não deixar a criança perceber que a situação preocupa a família. Quando a criança percebe que consegue chamar a atenção, ela passa a apresentar mais crises. Também não devem fazer tudo o que a criança quer para evitar que ela chore, pois isso vai gerar um problema maior no futuro. O mais importante é ter consciência da benignidade do quadro, entender que essas crises não deixam seqüelas e desaparecem com o tempo.

  • O que é Hebiatria?
    • É o segmento da medicina que cuida dos adolescentes, período entre os 10 e 20 anos.

  • Prevenção de acidentes
    • É fundamental que os pais tenham conhecimento em relação à segurança da criança, a fim de prevenir lesões não-intencionais. Seguem abaixo, algumas orientações divididas por idade (de 0 a 5 anos).

      Recém-nascido

      1. Aleitamento natural ou artificial – Esperar a criança arrotar após a mamada antes de deitá-la, evitando o refluxo e aspiração de leite.
      2. Aleitamento artificial – Checar a temperatura da mamadeira antes de oferecê-la a criança.
      3. Não aquecer a mamadeira no forno de microondas.
      4. O bico da mamadeira não pode ser grande demais, para que não deixe passar quantidade excessiva de líquido.
      5. Não deixar a criança mamando sozinha no berço para que adormeça.

      Banho

      1. Manter a temperatura da água do banho em aproximadamente 37ºC.
      2. Jamais deixar a criança sozinha durante o banho, evitando o risco de afogamento (o que é possível mesmo em banheira infantil contendo pouca água).

      Sono

      1. Usar cobertores leves e travesseiros firmes.
      2. A grade do berço deve ter uma distância de 6 cm entre cada ripa.
      3. A criança não deve dormir entre duas pessoas.
      4. A criança deve ser colocada para dormir em posição supina (“barriga para cima”), mas a posição de lado também é aceita. NUNCA de bruços.

      Transporte

      1. Não carregar o bebê e líquidos ou bebidas quentes ao mesmo tempo.
      2. Não deixar que a criança seja carregada por outra criança maior.
      3. Quando levado em automóvel, o recém-nascido deve ser transportado, desde a maternidade, em assento infantil apropriado para sua idade, o qual deverá ser mantido preso por cinto de segurança na posição de costas para a frente do veículo, no banco traseiro.
      4. Não carregar a criança em veículos de tração animal, bicicleta ou motocicleta.

      Ambiente doméstico

      1. Não ter plantas tóxicas dentro ou no entorno de casa.
      2. Manter o número do telefone do Centro de Informações Toxicológicas (Hospital João XXIII, Belo Horizonte-MG) à vista de todos: 31-3224-4000

      Seis meses

      1. Idem aos aspectos anteriores.

      Aleitamento natural ou artificial, banho, sono e transporte

      1. Não transportar a criança em carrinho de supermercado sem o cinto de segurança.
      2. Não deixar a criança desatendida em carrinho de supermercado mesmo com o cinto de segurança.

      Ambiente doméstico

      1. Não deixar ao alcance de crianças objetos pequenos, cortantes ou pontiagudos, sacos plásticos, cordões, fios nem barbantes.
      2. Proteger arestas pontiagudas de móveis e manter vedadas tomadas elétricas.
      3. Instalar travas de segurança “à prova de crianças” em portas e gavetas de armários que guardem utensílios domésticos, produtos sanitários e de higiene, cosméticos e medicamentos, além de ter preferência para adquirir produtos com embalagem à prova de crianças.
      4. Instalar portões com trinco automático na entrada de escadas e rampas, bem como na cozinha e banheiro, além de rede de proteção em sacadas e janelas.
      5. Evitar o contato da criança com animais domésticos, conhecidos ou não.
      6. Para aliviar o desconforto dos dentes de erupção, oferecer brinquedos corados com substâncias atóxicas e compostos por peças inteiras, os quais podem ser mordidos sem risco de intoxicação ou engasgo.
      7. Não expor a criança ao sol entre 10 e 16 horas.
      8. Instituir o uso de boné e protetor solar com FPS 15 contra raios UVA e UVB, reaplicando-o a cada 2 horas, mesmo em dias nublados.

      Alimentação

      1. Não oferecer alimentos que possam ser engolidos inteiros e causar engasgos, como grãos, caroços, sementes ou pipocas.

      Primeiro ano de vida

      1. Idem aos aspectos anteriores.

      Deslocamento

      1. Manter portões e cancelas trancados, com trincos de segurança, e escadas protegidas por grade.
      2. Não colocar a criança em andador.

      Lazer

      1. Idem aos aspectos anteriores.
      2. Observar permanentemente a criança que estiver brincando na água, seja em banheira, piscina, lagoa, rio ou mar.
      3. Manter todos os brinquedos e acessórios para piscina fora d’água sempre que não estiverem sendo usados.
      4. Construir cerca em volta da piscina com 1,40 m de altura, e cujo portão tenha fechamento automático.
      5. Instalar pontos elétricos em volta da piscina somente a partir de 30 m de distância.
      6. Quando levada em bicicleta, a criança deve usar capacete e ser levada em assento adequado com cinto de segurança preso ao mesmo.
      7. Em bicicleta, a criança deve usar calçado fechado, e a roda deve ter uma proteção para não prender os pés do passageiro.

      2° ano de vida

      1. Idem aos aspectos anteriores.

      Ambiente doméstico

      1. Impedir o acesso da criança ao fogão, fósforos, isqueiros, ferro de passar, aquecedores e ventiladores.

      Deslocamento

      1. Atravessar a rua sempre de mãos dadas.

      Lazer

      1. A criança deve incorporar o hábito de utilizar equipamentos de proteção para prática de esportes ou brincadeira (capacete, cotoveleira, joelheira, protetor de pulso, protetor de boca).
      2. Não deixar a criança brincando sozinha ou com outras crianças em praças ou na rua sem a supervisão de um adulto.

      4° ao 5° ano de vida

      1. Idem aos aspectos anteriores.
      2. Ensinar a criança a nadar.
  • Preparativos para a praia
    • Os acidentes mais comuns que envolvem a praia e as respectivas recomendações são:

      1. Insolação – Tomar muito líquido (sucos, água de coco e água) e oferecer refeições leves. Procurar criar uma rotina para a criança na praia, principalmente, em relação ao sono e à alimentação. Caso contrário, ela ficará muito “enjoadinha” e vocês não aproveitarão o passeio.
      2. Queimadura – Protetor solar de 1/1 hora. O FPS deve ser no mínimo 30. Mais que 30 não surte tanto efeito assim. Recomendo, no entanto, 50 (pois após 1 hora o FPS passa de 50 a 30 aproximadamente e na praia o tempo voa....). Mesmo os produtos que se declaram resistentes à água perdem 50% do FPS após 40 minutos de imersão em água.
        Outra alternativa é uso de camiseta própria (seca rápido, impede a ação da irradiação UV e comprada em cor chamativa ajuda na identificação da criança mesmo de longe).
        Obs: Não se esqueçam da careca.... Vemos muitas queimaduras de couro cabeludo, pois os pais esquecem-se de passar protetor na cabeça dos bebês... Além do protetor solar, uma boa opção é o uso de touca ou boné com proteção UVA e UVB).
      3. Diarréia – Higiene das mãos, evitar alimentos frios, crus, semi-cozidos e maioneses. Ao testar um alimento novo (peixe, crustáceos), dê apenas uma pequena quantidade para observar a reação; e cuidado com os espinhos.....
      4. Perda da criança - Quando estamos em pequenas multidões, com mais de uma pessoa tomando conta da criança, o risco é maior, pois um acha que o outro está cuidando e vice-versa. Devemos dividir as responsabilidades e indicar claramente quem fica sob a “guarda” da criança em cada determinado período.
        Existem pulseiras coloridas em que se coloca o nome e o telefone da criança (procure em lojas de artigos para festas).
      5. Picada de mosquitos – Melhor proteção para o bebê menor de 6 meses ainda é a tela e o mosquiteiro (Jonhson baby loção antimosquito pode ser usado com moderação para maiores de 6 meses, mas é apenas um atenuante) e, para a criança maior, podem-se usar repelentes testados dermatologicamente para crianças (substância ativa DEET na concentração de 10% - OFF kids, REPELEX kids, Autan e outros usados para crianças a partir de 2 anos). Não se recomendam produtos em gel; além disso, evitem as fragrâncias (é enjoativo e alguns estudos mostram que atraem os insetos).

      Dicas na aplicação

      1. Aplicar uma camada homogênea em toda a superfície a ser protegida.
      2. Não usar o produto nos olhos, boca e narinas pois pode haver irritação da mucosa.
      3. Não deixar que crianças apliquem o produto sozinhas.
      4. Não aplicar repelentes nas mãos de crianças, para que elas não o levem às mucosas.
      5. Não aplicar repelente na pele irritada, com feridas ou corte.
      6. Reaplicar o produto de acordo com informação do fabricante. Os produtos que têm maior concentração podem ser reaplicados a cada 5 horas ou a cada 2 horas, se a temperatura estiver maior que 30ºC.
      7. Se você desenvolver irritação da pele ou outro sintoma que acredita ter sido provocado pelo uso de um repelente, pare de usar o produto, lave a parte afetada com água e sabonete e entre em contato com seu médico.

      Aproveitem as férias, divirtam-se, brinquem muito, tirem fotos e filmem bastante.... O humor também melhora a imunidade!

  • Sono
    • Como fazer para que meu filho durma bem desde pequenininho?

      O segredo está em estabelecer uma rotina. A criança precisa entender, desde bem pequena, a diferença entre o dia e a noite, e aprender que a noite foi feita para dormir. Daí a necessidade de uma rotina antes do sono, de horários mais ou menos estabelecidos e atividades que, noite após noite, repetem-se, mostrando que a hora de dormir chegou.

      A criança precisa comer durante a noite?

      É um erro achar que a criança deve ser acordada para comer durante a noite. A única exceção fica por conta do recém-nascido, até mais ou menos o primeiro mês de vida, quando seu estômago ainda se esvazia rapidamente. Os intervalos para alimentá-lo, neste caso, deve variar entre 2 a 4 horas, e não mais do que isso.

      Depois de maiores, as crianças não devem ser acordadas para comer. Se ela está dormindo 5, 6 horas durante a noite, por exemplo, é sinal de que não está incomodada, seja por fome ou por qualquer outro problema. A maioria das crianças conseguem dormir de 00:00 às 06:00 após os 2-3 meses, caso não haja nenhum condicionamento errado por parte dos pais.

      E outro erro é, ao menor sinal de despertar da criança, os pais correrem para "acudi-la". Muitas vezes, qualquer resmungo já é motivo para a mamãe estar ao lado do berço. O ideal é esperar um pouco para ver se a criança volta a dormir. Às vezes, ela simplesmente despertou e, se não for estimulada, voltará a dormir naturalmente.

      É claro que você não vai deixar o pequeno chorar insistentemente. Se o choro é repetido, é imprescindível checar o problema.

      Quando é necessário acostumar a criança a dormir no próprio quarto?

      É fundamental que o bebê passe a dormir no próprio quarto o quanto antes. O ideal é que ele durma com os pais no máximo até o 2º mês de vida, quando as mamadas noturnas ainda interrompem demais o sono de todos.

      Depois disso, ele deve ir para o próprio quarto, e assim aprender que toda a família deve ter privacidade. Por isso mesmo, é bom que o bebê seja colocado no berço sonolento, mas ainda acordado. Ele vai entender, com isso, que o lugar de adormecer é o berço.

      Estabeleça um ritual para o bebê

      Crie uma espécie de ritual para a hora de dormir. O horário vai depender muito da rotina e dos hábitos de cada família, mas é bom que seja mais ou menos o mesmo todos os dias.

      Além disso, dar banho à noitinha é ideal para relaxar e tranqüilizar a criança, preparando-a para a hora do sono. Depois do banho, trocá-la e alimentá-la vai, pouco a pouco, criando o ambiente ideal para que ela adormeça. Música de ninar, massagens e brincadeiras bem leves também podem ser utilizadas.

      Depois de tudo isso, é só ficar atento ao quarto do bebê, que deve estar calmo e silencioso.

      Caso ele acorde à noite, os contatos deverão ser “secos” e desprovidos de interesse para o bebê (brincadeiras, colo, mamadas, etc..).

      Orientações para insônia

      1. Ambiente calmo, tranqüilo, arejado, sem luzes, nenhum som ou ruído, mesmo que você ache que sejam “leves” e “facilitem” o sono. Colchão, travesseiro e cobertores adequados.
      2. Um banho morno é aconselhável antes de dormir, evitar banho muito frio ou muito quente.
      3. Evitar, à noite, o uso de bebidas ou comidas “pesadas”, muito temperadas ou condimentadas, e estimulantes (café, coca-cola, guaraná, chá preto). Prefira um leite morno ou chás calmantes (camomila, erva cidreira...).
      4. Não dormir com fome. Alimentar-se 1 a 2 horas antes de dormir.
      5. Evitar o uso de sedativos, pois alteram o ritmo de sono e muitas vezes causam dependência.
      6. Evitar atividades estressantes ou pesadas antes de dormir. Evite ficar em frente ao computador até tarde. Não deixar as crianças assistirem programas de TV que contenham cenas violentas ou que possam assustá-las.
      7. Não cochilar em sofás e poltronas. Deve-se dormir somente na cama. E só ir para cama quando estiver com muito sono.Nunca deitar para “ver se dorme”.
      8. Atividade física e tomar sol em horários apropriados (antes das 10:00 e depois das 16:00h) promove a saúde e ajuda a regular o ritmo de sono.
      9. As pessoas têm necessidades de sono diferentes. Calcule quantas horas de sono VOCÊ precisa. Após ter “regulado” seu sono, procure manter as recomendações e reservar um horário aproximado para ir dormir, ou “repôr” esse número de horas, se precisar ficar acordado após este horário (numa festa, por exemplo).
      10. Lactentes: a introdução do jantar diminui a necessidade de acordar à noite para mamar. Pode-se oferecer uma mamadeira ou uma sucção nutritiva ao seio materno antes dos pais dormirem (tentar adequar a rotina de sono e alimentação da criança à rotina da família). A criança deve ser acostumada a dormir no berço e no próprio quarto. Não dormir na cama dos pais (isso também prejudica a intimidade do casal). Não fazer o seio materno de chupeta.
  • Disciplina e Birra
    • O que é birra?

      Ataque de cólera infantil, aparentemente desmotivado ou por um motivo aparentemente fútil. É importante parar para pensar: o que ela realmente deseja (atenção, disputa de poder, revide)? Existe alguma circunstância que serviu de gatilho (sono, cansaço, ciúme)?

      É importante reconhecer que a birra é um processo normal de desenvolvimento da criança (que adquire maior relevância após o 2 anos), que ainda não controla suas emoções de raiva e precisa de um escape... A criança precisa dar vazão àquele turbilhão de sentimentos negativos que se acumulam. Quando isso não acontece ou quando reprimimos veementemente a birra corremos o risco de embotar os sentimentos da criança, tornando-a insegura e favorecendo que seja um adulto “engolidor de sapos” com “úlcera nervosa”...

      O que fazer na hora da birra da criança?

      Evitar uma situação previsível de encrenca é a saída ideal. Os pais costumam ver apenas duas soluções: ceder ou castigar. Imaginam que, assim, estão rompendo com o conflito. Não estão, pois, se a criança usa a birra para chamar a atenção, já conseguiu o que queria e vai repetir a dose.

      Deixa-a se acalmar em um canto apropriado, para que ela tenha tempo de organizar seus sentimentos (“cantinho do pensamento” ou “time out”).

      Como fazer meu filho fazer o que eu quero?

      Agir mais e falar menos.

      A criança não precisa de um longo discurso de argumentação. A explicação deve ser sucinta. Diante de uma birra, o mais acertado é ajudar a criança a se acalmar logo e, depois, lhe explicar por que não pode fazer ou ter o quer de forma resumida. Quando a criança sente que é ouvida e respeitada, confia mais no adulto e pode aceitar com mais facilidade as regras, mesmo numa situação imprevista.

      Em vez de tentar convencer a criança a realizar algo (tomar banho, escovar os dentes, etc), simplesmente faça. Ela aprende que para algumas coisas não há negociação. Apelar para brincadeiras e fantasias pode ajudar na criança antes dos 4 anos.

      Como evitar a crise em locais públicos?

      1. Procure não impor limites desnecessários, deixando-se influenciar por seu (mau) humor.
      2. Considere a disposição da criança para o programa, mesmo que seja coisa rápida. Criança cansada fica chata. Antes de sair, verifique se a criança já descansou, se já se alimentou adequadamente e se está estimulada para o passeio.
      3. Convide seu filho a participar. No supermercado, por exemplo, peça a ajuda dele para escolher algo. O passeio fica mais interessante para ele.
      4. Lembre-se de que, na condição de adulto, você tem mais recursos que seu filho para enfrentar uma frustração. Se ele quer ir embora do shopping e você não quer, quem tem de ceder é você.
      5. Conhecer bem seu filho e manter uma rotina estruturada ajuda muito. Você saberá antecipar a maioria das situações. Novamente: antes de sair, verifique se a criança já descansou, se já se alimentou adequadamente e se está estimulada para o passeio.
      6. A criança não pode vencer as batalhas recorrendo ao escândalo. Em troca do silêncio, jamais ofereça compensações como um doce, brinquedo ou passeio. Também não se desgaste passando sermões. Uma saída é tirar a criança do lugar público e explicar de maneira firme que ela não pode se comportar desse jeito. Se fizer novamente, deverá ser informada de que não irá ao supermercado na próxima vez.

      Quando posso dar umas palmadas?

      As palmadas são um testemunho da incompetência dos pais como educadores. A criança pode até obedecer, mas o faz por medo de apanhar, e não por respeito. Um olhar seguro e bem dado é, sem dúvida, muito mais eficiente.

      Castigo funciona?

      Funciona, sim. Ele alivia a culpa da criança, que paga o que estava devendo e tem direito a novos créditos. O castigo também age como disciplinador. Ele atirou um brinquedo contra a parede? Fica sem brincar com outro brinquedo por um ou dois dias. Uma falta grave pode ser castigada com a retirada de atenção. Você pode dizer que gosta muito de seu filho, mas ficou chateada com o que fez e não vai falar com ele durante um certo tempo.

      Meu filho só faz o que peço quando grito. Como saio dessa situação?

      O grito é um mau hábito. Ele não impõe disciplina. Um diálogo eficiente deve ser feito face a face, num tom de voz normal – ainda que você precise repetir a instrução para a criança.

      Devo sempre explicar por que estou dizendo não?

      Não. Até os 4 anos, a criança não deve receber muita explicação. Ela apenas quer autorização para fazer algo.

      Devo tentar dar nome aos sentimentos da criança?

      A conversa com a criança sobre como ela se sente é de particular importância, mas muitas vezes ignorada. Aos dois e três anos, crianças vivem uma turbulência de emoções: medo, braveza, tristeza e satisfação. Enquanto que as crianças podem não ter exatamente o mesmo significado que os adultos para essas emoções, elas podem aprender a rotular e identificar sentimentos bons e ruins. Não subestime a capacidade que elas têm de entender emoções e sentimentos.

      Os pais podem ajudar seus filhos a desenvolverem uma linguagem para expressar e lidar com sentimentos dando nomes a eles. Ao fazer isso, os pais têm a responsabilidade de gerenciar seus próprios sentimentos para ajudar a criança a lidar com os dela. Pelo uso da brincadeira, você pode oferecer à criança algumas saídas emocionais para a raiva, o medo e a ansiedade.

      Como lidar com a agressividade e a briga?

      O foco de brigas normalmente está em querer o brinquedo que alguma outra criança tem. A agressividade é uma parte normal do crescimento e pode estar relacionada aos nossos instintos de sobrevivência. A maioria das crianças é consideravelmente agressiva quando defende seus pertences ou a si mesmas.

      Não existem respostas fáceis para como lidar com a agressividade excessiva, mas certamente não faz sentido para a criança ou para os pais resolver agressão com agressão.

      A maneira com que os pais lidam com essas situações não influencia em quão agressiva a criança será. A criança menos agressiva vem de famílias não punitivas, não permissivas e que não rejeitam seus filhos. Os pais em famílias assim são consistentes na forma como lidam com a agressividade. Eles não utilizam punições físicas duras ou linguagem dura desnecessária, apenas estabelecem limites firmes e claros sobre o que esperam de seus filhos e o que aceitam deles.

      A consistência é importante em qualquer técnica de intervenção que você utilize para lidar com a agressividade dos filhos. Uma técnica útil é tirar a criança da briga e isolá-la por alguns minutos. Cuidar rápido da situação, antes que a briga saia do controle, ajuda. Assim que o seu bebê de dois anos conseguir falar, pergunte o que ele sente e quer. Fazer isso ajuda-o a aprender a se expressar verbalmente ao invés de fisicamente.

      Algumas vezes, oferecer à sua criança uma alternativa para a energia acumulada ajuda a reduzir o nível de agressividade. Exatamente como com adultos, exercícios físicos ajudam a liberar a tensão e a reduzir o nível de estresse. Brincadeiras criativas também ajudam a criança a trabalhar tendências agressivas. Pais podem contar com a imaginação da criança para ajudar a trabalhar conflitos.

      Televisão é saudável?

      Assistir muita televisão pode causar um impacto negativo nos níveis de atividade das crianças. Enquanto elas se sentam e olham o televisor, parecem zumbis. Mais tarde, essas mesmas crianças ficam superativas, correndo sem rumo e com pouco conteúdo nas brincadeiras. Para piorar ainda mais, normalmente é difícil dizer onde os desenhos acabam e os comerciais começam.

      Contudo, assistir a televisão com moderação também pode ter fins positivos. Bons programas educacionais e desenhos têm muito a ensinar ao seu filho.

      Mas lembre-se sempre de que muita televisão, mesmo com programas de boa qualidade, pode levar a um estilo de vida sedentário e nada saudável. Mesmo os melhores programas não superam os benefícios de experiências reais com pessoas reais.

  • Como escolher a escola do meu filho?
    • Orientações gerais

      Alimentação

      A escola oferece alimentação? Como é o funcionamento da cantina? É preciso levar dinheiro para comprar ou a escola oferece fichas, que o pai compra e dá para o filho? E a qualidade dos alimentos oferecidos também deve ser observada. Porque o filho pode começar a voltar da escola e não querer comer em casa, por ter tomado muito refrigerante, por exemplo.

      Infraestrutura

      Qual é a estrutura do imóvel? Ele tem área de lazer? As classes são iluminadas e claras? Boa ventilação e acústica? Há limpeza e segurança para os estudantes? É fácil entrar e sair com uma criança?

      Passeios e atividades fora da escola

      Os estudantes terão muitos trabalhos de campo, visitas a museus, cinemas, teatros? A princípio, atividades como estas estimulam o aprendizado e deveriam ser realizadas 2 vezes por ano.

      Perfil do seu filho

      Seu filho é um miniartista? Um desenhista em potencial? Um atleta? Precisa de rigidez ou é tímido? Veja qual o perfil da criança e procure instituições de ensino que estimulem sua aprendizagem.

      Transporte

      Nas grandes cidades, a distância da escola pode representar um problema. Ainda mais se os pais trabalharem e precisarem buscar os filhos no colégio. É fundamental escolher uma instituição localizada em área estratégica para a família – seja perto de casa ou perto do trabalho.

      Avaliação

      Como a escola mostra os resultados dos estudantes? Há nota ou conceito? A família tem acesso ao boletim? Vale lembrar que existem diferentes tipos de avaliação (há escolas que aplicam provas e outras que não as aplicam, por exemplo), e você pode procurar o colégio mais adequado aos seus valores.

      Reuniões com os pais

      A escola deve oferecer, no mínimo, três reuniões por ano, segundo recomendação do MEC (Ministério da Educação). Veja se a instituição de ensino proporciona um bom contato com as famílias.

      Lição de casa

      O colégio dá tarefas longas para seu filho levar para casa? Isso pode ser bom ou ruim, dependendo de cada família. Veja se você tem condições de orientar seu filho nas lições de casa e se elas exigem a participação dos pais.

      Biblioteca

      A biblioteca tem o acervo atualizado e permite que as crianças manipulem os livros? A biblioteca tem de ter livros destinados à faixa etária dos estudantes.

      Mobiliário

      Os móveis são adequados para as crianças? Veja se as mesinhas e cadeiras estão em bom estado.

      Material

      Peça informações sobre o material que será utilizado durante o ano letivo. Tome cuidado com material apostilado – procure verificar a qualidade.

      Qualificação do corpo docente

      Pergunte se o corpo de professores tem formação adequada para lecionar. Se a escola oferece tempo para pesquisa e para desenvolvimento das atividades, ela ganha pontos.

      Relatórios

      Os familiares recebem relatórios sobre as vivências, produções e aprendizagens pelo menos duas vezes ao ano?

      Flexibilidade de entrada dos pais

      A instituição permite a entrada dos familiares em qualquer horário? A escola deve estar sempre aberta aos pais.

      O número de professoras por aluno é adequado?

      Há no mínimo uma professora para cada agrupamento de 6 a 8 crianças de 0 a 2 anos?

      Há no mínimo uma professora para cada agrupamento de 15 crianças de 3 anos?

      Há no mínimo uma professora para cada agrupamento de 20 crianças de 4 até 6 anos?

      O que a instituição faz em caso de acidentes?

  • Transporte da criança no carro
    • Transporte Transporte
  • Quais seriam as precauções que os pais devem tomar para evitar quedas e contusões com as crianças?
    • A supervisão constante é uma medida de proteção ativa, entretanto as medidas de proteção passivas que modificam o ambiente são muito mais eficazes.

      Nunca deixar os bebês sozinhos em camas, sofás ou trocadores, mesmo que eles ainda não consigam rolar, pois não podemos prever quando irão adquirir essa capacidade.

      Quando a criança conseguir ficar de pé no berço, observar se a altura da grade é suficiente para evitar que a criança caia por cima. Se não for, a criança deverá dormir na cama com grades laterais. Mas se ela não conseguir descer sozinha da cama colocar o colchão no chão.

      Nunca utilizar o andador, que é o maior vilão das quedas por conferir agilidade e velocidade para uma criança que ainda não tem controle.

      Os móveis não devem ter quinas pontiagudas, mas arredondadas ou com proteção.

      As janelas devem ter grades ou telas de proteção. Manter os móveis afastados das janelas para evitar que as crianças as alcancem.

      Tanques, eletrodomésticos como TVs e móveis de grandes dimensões devem ter fixação e apoio adequados para evitar que caiam sobre as crianças.

      Ambiente com boa iluminação (seja natural ou artificial), piso antiderrapante, corrimão nas escadas, retirar os tapetes. Evitar asfalto, concreto ou superfícies rígidas em playgrounds, preferir areia.

      Bloquear o acesso a lajes e escadas com portões e travas que as crianças não consigam abrir.

      Brinquedos como bicicletas, patins e skate devem ser usados em locais fechados, longe do trânsito, com a supervisão de um adulto e sempre utilizando equipamentos de proteção (capacete, cotoveleiras e joelheiras) que embora não evitem os acidentes, diminuem a gravidade das lesões.

  • Quando uma criança pode ser chamada de hiperativa?
    • O termo hiperatividade se popularizou tanto que qualquer criança mais agitada é facilmente rotulada de hiperativa. Hiperatividade significa excesso de atividade, não necessariamente um transtorno.

      Realmente algumas crianças são mais agitadas que as outras, mas a questão de ser normal ou não depende também da disposição dos pais e cuidadores para acompanhar o excesso de energia delas. Eles reclamam que a criança não dorme, mas na maioria das vezes ela não dorme o tanto que os pais gostariam. Especialmente ao adquirir marcha independente, a criança entra numa fase em que deseja explorar o mundo e se frustra diante da impossibilidade de fazer isso. Aliás, nesta fase da vida são comuns as birras. Deve-se então permitir que a criança brinque e gaste toda sua energia, tomando-se os devidos cuidados para evitar acidentes e impor limites.

      Alguns dados sugestivos do Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) já podem estar presentes bem cedo, como o excesso de movimentação intra-utero, distúrbios de sono, irritabilidade acentuada diante de situações rotineiras como tomar banho, escovar os dentes, comportamento audacioso ou agressivo, impaciência, etc. Entretanto é importante ressaltar que os comportamentos descritos no TDAH, embora inadequados, são aceitáveis em determinada faixa etária. O diagnóstico só poderá ser confirmado se os sinais e sintomas persistirem até uma idade em que não são mais esperados, trazendo nítidos prejuízos na esfera social e no rendimento escolar. Os sintomas de hiperatividade e impulsividade podem diminuir com a idade e assim predominar os sintomas de desatenção.

      Infelizmente, não existe nenhum exame rotineiro que confirme o diagnóstico de TDAH, o diagnóstico é puramente clínico baseado nos critérios diagnósticos definidos pelo DSM-IV. Não basta preencher questionários e apresentar todos os sintomas comumente listados, os sintomas precisam trazer algum prejuízo para a criança (não apenas para os pais e professores) e não podem ser explicados por nenhum outro transtorno mental ou do desenvolvimento. O diagnóstico definitivo e o tipo de tratamento, considerando-se os riscos e benefícios de uma medicação controlada, só podem ser definidos pelo médico.

  • Como é feito o diagnóstico da dislexia?
    • A leitura é uma habilidade muito complexa que envolve a participação de várias estruturas cerebrais. Para que ela ocorra é necessário o processamento dos símbolos gráficos (visão), conversão grafema-fonema, entendimento do significado e também manter uma atenção sustentada.

      O diagnóstico da dislexia é clínico e deve ser realizado por uma equipe multiprofissional. Nenhum profissional é capaz de realizar sozinho o diagnóstico de dislexia.

      Na realização do diagnóstico deve-se utilizar procedimentos que possibilitem determinar o nível funcional da leitura, a extensão da deficiência, seu potencial e capacidade. O fonoaudiólogo utiliza uma bateria de testes e jogos de palavras reais e inventadas.

      Uma intervenção bem sucedida depende de uma avaliação criteriosa e multidisciplinar (neurologia, fonoaudiologia, psicologia, pedagogia ou psicopedagogia, oftalmologia, otorrinolaringologia). Outros fatores deverão ser descartados, como problemas afetivos anteriores ao fracasso escolar, déficit intelectual, deficiências auditivas e visuais, lesões cerebrais congênitas e adquiridas.

      Alguns aspectos devem ser observados para se realizar o diagnóstico de dislexia:

      1. Histórico familiar de dislexia;
      2. História de prematuridade e baixo peso ao nascimento
      3. Lentidão ou anormalidade no desenvolvimento da linguagem oral. A dificuldade de discriminação fonológica leva a criança a pronunciar as palavras de maneira errada. Essas crianças podem expressar um alto nível de inteligência, entendendo tudo o que ouvem. Portanto, sua dificuldade não se refere à identificação do significado da palavra inteira, mas da percepção das partes sonoras que compõem as palavras.
      4. Prejuízo na lateralidade, confusão entre direita e esquerda
      5. Leitura lenta e silabada, erros na leitura oral, como omissões, substituições, distorções ou adições de palavras ou partes de palavras, vacilações, inversões de palavras em frases ou de letras dentro de palavras.
      6. Dificuldade para compreender o texto lido, incapacidade de recordar o que foi lido, dificuldade de extrair conclusões ou fazer inferências, compreende a idéia principal, mas não recorda os detalhes do texto.
      7. Pânico de ler em voz alta diante da turma, por outro lado tem bom desempenho em testes orais; dificuldade em soletrar;
      8. Alterações da escrita: disgrafia (alteração do traçado) e disortografia (erros ortográficos). Escrita muitas vezes incompreensível, dificuldade na execução da letra cursiva, confusões de letras semelhantes com orientação espacial diferente (b/d); troca b/p, t/d, f/v; dificuldades com rimas; substituições de palavras com estruturas semelhantes; fragmentação incorreta das palavras em frases (ex: eu fuijo gar bola com minhapri ma).

      Quanto ao tratamento, somente uma abordagem multiprofissional, que envolva a família, a escola e a criança, pode fazer com que as dificuldades cognitivo-lingüísticas da criança sejam superadas. O objetivo é desenvolver estratégias que possibilitem a melhora nas tarefas escolares que exigem leitura e escrita.

  • Qual a importância de se acompanhar a medida do perímetro cefálico na criança?
    • Os pais dão muita importância e geralmente sabem o peso e estatura de seus filhos, mas quase nunca lembram a medida do perímetro cefálico. Muitos pediatras também se preocupam excessivamente com a idade de fechamento da fontanela (“moleira”), sendo que este não é o dado mais importante. O fechamento antes ou depois da idade média esperada não terá significado clínico se o perímetro cefálico estiver crescendo adequadamente. Uma boa puericultura deve incluir a medida do perímetro cefálico. E não basta uma medida isolada, o mais importante é o ritmo de crescimento do perímetro cefálico. Assim como para o peso e estatura existem curvas padronizadas para acompanhar o crescimento do perímetro cefálico.

      Algumas crianças têm medidas de perímetro cefálico abaixo ou acima do esperado para sua idade, mas isso poderá ser normal, principalmente quando for proporcional ao peso e estatura (micro e macrocrania constitucionais). A medida do perímetro cefálico dos pais também auxilia neste diagnóstico.

      A microcefalia (cabeça pequena) pode ocorrer em várias síndromes genéticas.

      A Síndrome Fetal alcoólica que decorre do uso abusivo de álcool na gestação, entre outras características, também cursa com microcefalia.

      A macrocefalia (cabeça grande) pode ser devido à hidrocefalia, aumento do espaço subaracnóideo, tumores cerebrais, doenças genéticas e metabólicas (por exemplo, mucopolissacaridoses, acidúria glutárica tipo I, doença de Canavan, doença de Alexander, doença de Van der Knaap).

      O líquor é um líquido que banha todo o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). Ele preenche os ventrículos e circula por todos espaços cerebrais; é constantemente produzido e absorvido pelo organismo. A hidrocefalia é caracterizada pelo acúmulo anormal desse líquido na cabeça com dilatação dos ventrículos cerebrais. Ela pode ocorrer por aumento na produção, diminuição da absorção ou obstrução na circulação do líqüor. A hidrocefalia pode ser congênita, presente antes mesmo do nascimento, ou adquirida (por exemplo, por tumores). Nesse caso pode haver obstrução do escoamento do líqüor pelo próprio tumor, mas também existem tumores que produzem líqüor em quantidade aumentada (tumores do plexo coróide).

      Portanto, quando o pediatra detectar um crescimento fora do habitual, deverá encaminhar a criança para avaliação especializada.

  • O que fazer diante de uma crise convulsiva?
    • Presenciar uma crise convulsiva é algo que impressiona a maioria das pessoas. Para quem assiste é importante, acima de tudo, manter a calma e ter consciência de que não "pega". Conheça abaixo algumas medidas práticas:

      1. Coloque a pessoa no chão para evitar que ela caia.
      2. Remova da área objetos perigosos que possam ferí-la.
      3. Afrouxe as roupas.
      4. Vire a cabeça para um lado, pois isso deixa a saliva fluir, facilita a respiração e evita que a pessoa sufoque ou aspire as secreções.
      5. Não tente fazê-la voltar a si dando-lhe água para beber.
      6. Não tente conter os movimentos.
      7. Fique ao lado da pessoa até que sua respiração volte ao normal. Algumas pessoas ficam sonolentas ou confusas após a crise.
      8. A maioria das crises é de curta duração, mas se prolongar ou se forem repetidas leve a pessoa ao serviço de urgência mais próximo.
      9. Em caso de febre, coloque no banho imediatamente e dê um antitérmico, de preferência dipirona. Se necessário, em caso de febre persistente, intercale outros antitérmicos.
  • Em que situações a pessoa que tem dores de cabeça deve procurar o neurologista?
    • Quando a dor de cabeça for a mais intensa que a pessoa já teve, for acompanhada de sinais neurológicos como dormência ou diminuição da força em um lado do corpo, visão dupla ou sintomas como febre alta, pescoço duro, vômitos "em jato" (súbitos e sem enjôo) , quando mudar de características, piorar progressivamente em freqüência ou intensidade, apresentar sinais e sintomas que antes não ocorriam, acordar durante noite por causa da dor, consumir analgésicos mais de uma vez por semana ou a dor não melhorar com os analgésicos comuns.

  • O que fazer quando a criança bate a cabeça?
    • É muito difundido que "não pode deixar a criança dormir depois que bate a cabeça", entretanto a sonolência já pode ser um sinal de alteração da consciência e evitar que a criança durma não modifica a evolução do quadro. Quanto ao nível de consciência, a criança pode estar alerta, acordar ao chamado ou com outro barulho, com o toque, com um estímulo doloroso ou não acordar com qualquer estímulo. Aqui, cessado o estímulo a criança volta a dormir logo em seguida e quanto maior for o estímulo necessário para acordar a criança maior é o grau de comprometimento da consciência. Assim, se houver sonolência a criança deverá ser levada imediatamente a um serviço de urgência. Se o trauma acontecer à noite, os pais deverão acordar a criança algumas vezes e conversar com ela para ver se está consciente.

      No local da batida pode aplicar gelo, mas o importante é saber que o inchaço vai desaparecer espontaneamente. Ele pode até mudar de lugar de um dia para o outro dependendo da posição que a criança dormir e também pode mudar de cor à medida que for sendo absorvido.

      Se houver algum dos sinais de alerta descritos na resposta acima ou em caso de dúvida a criança deverá ser levada ao serviço de urgência mais próximo. Deverá permanecer internada se não houver um acompanhante confiável para observá-la no domicílio ou na impossibilidade de retornar rapidamente ao hospital se for necessário.

  • O que pode acontecer quando a criança bate a cabeça? Quais os sintomas?
    • Pequenos traumas na cabeça são freqüentes na infância por causa do excesso de atividade física natural desta faixa etária. Os pais se preocupam excessivamente com aquele inchaço local, mais conhecido como "galo", que muitas vezes assusta, mas é um sinal externo (da pele, tecido subcutâneo e couro cabeludo). É comum a criança ficar "molinha" imediatamente após a queda ou pancada por causa do susto, mas se em poucos minutos ela estiver conversando, movimentando e brincando normalmente, a chance de alguma lesão cerebral mais grave é pequena. Existe uma situação, conhecida como intervalo lúcido, em que a pessoa tem uma perda de consciência logo após o trauma, fica bem por algumas horas e depois rapidamente deteriora o nível de consciência, isso acontece num tipo de coágulo intracraniano chamado hematoma extradural. A fratura de crânio também pode ocorrer na criança completamente assintomática, mas terá boa evolução se for isolada, sem lesão cerebral ou da dura-mater (membrana que envolve o cérebro). As lesões intracranianas podem localizadas (por exemplo, coágulo) ou difusas (por exemplo, o inchaço cerebral). Os seguintes sinais são alerta para lesão intracraniana:

      1. 1. Sonolência ou dificuldade de acordar
      2. 2. Náuseas ou vômitos persistentes
      3. 3. Convulsões, desmaios.
      4. 4. Tonturas, vertigens
      5. 5. Sangramento ou saída de líquido aquoso pelo nariz ou ouvido
      6. 6. Dor de cabeça muito forte, progressiva, que não melhora com analgésicos comuns
      7. 7. Perda de força em braços ou pernas
      8. 8. Comportamento estranho ou confusão mental.
      9. 9. Amnésia (perda de memória)
  • Caderneta da criança
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