Graduado em medicina pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), em 2003. Desde o início, mostrou interesse pela pediatria e pesquisa científica, tendo participado de vários congressos da área, recebendo, inclusive, Prêmio de 2º melhor Trabalho no 9º Congresso Paulista de Pediatria (2001), e Menção Honrosa no Seminário de Iniciação Científica da Universidade Federal de Ouro Preto.
Ingressou em 2004, no programa de Residência Médica em Pediatria da Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo - SP, com conseqüente obtenção do Titulo de Especialista em Pediatria. Em seguida, foi selecionado para participar do programa de Hebiatria - Medicina de Adolescentes - na mesma instituição, esse com duração de 2 anos, durante os quais realizou atendimento ambulatorial, discussões de casos clínicos com estudantes e profissionais da área da saúde, atividades que manteve mesmo após o término de sua especialização. Durante este tempo, desenvolveu interesse pela área de Dor e Cuidados Paliativos, estágio pelo qual passou em ambulatório e grupo de discussões, atividades que também manteve durante e após sua formação em Hebiatria. Neste período participou do curso de Cuidados Paliativos e Psico-Oncologia, promovido pelo grupo PALLIUM Latinoamerica Association, com apoio do Oxford International Centre for Palliative Care (Inglaterra), do qual recebeu diploma. Em 2007, ingressou no corpo clínico do Hospital Municipal do Grajaú ( São Paulo- SP), onde assumiu a função de médico assistente do Pronto-Socorro e preceptor de alunos do 5º e 6º ano e residentes do 1º e 2º ano da Faculdade de Medicina da UNISA (Universidade de Santo Amaro).
Em 2008, mudou-se para Belo Horizonte, onde ingressou no corpo clínico dos hospitais Mater Dei e São Camilo, nas unidades de Urgência e Emergência.
Em Fevereiro de 2009, foi convidado a se unir à equipe da Clínica Mon Petit.
A Pediatria é a especialidade médica dedicada à assistência à criança e ao adolescente, nos seus diversos aspectos, sejam eles preventivos (Puericultura) ou curativos. Aspectos preventivos envolvem ações como aleitamento materno, imunizações (vacinas), prevenção de acidentes, além do acompanhamento e das orientações necessárias a um crescimento e desenvolvimento saudáveis (puericultura). Os curativos correspondem aos diversos procedimentos e tratamentos das mais variadas patologias, exclusivas ou não da criança e do adolescente.
O Pediatra é o médico com formação dirigida exclusivamente aos cuidados da criança e do adolescente, com uma período de especialização que compreende no mínimo dois anos (residência médica). Esse período pode ainda ser complementado por um ou mais anos de especialização em uma das muitas áreas de atuação na Pediatria. Atualmente, o conhecimento necessário para o exercício da clínica pediátrica vai muito além dos ensinamentos aprendidos na Faculdade de Medicina, variando desde competências técnicas até conhecimentos na área de direito, educação e ciências sociais.
O ato pediátrico depende fortemente de um esforço para compreender uma queixa de um indivíduo com poucas margens para a comunicação. Dessa forma, o Pediatra busca compreender a família, suas angústias e o contexto social e emocional de cada criança.
Com a expectativa de vida podendo chegar até os 100 anos, o grande desafio do Pediatra é a prevenção de doenças crônicas dos adultos e idosos (tais como obesidade, diabetes, hipertensão arterial, pneumopatias, etc), modificando hábitos nocivos à saúde futura, os quais se estabelecem na faixa etária pediátrica. É essencial que toda criança seja acompanhado por um especialista em Pediatria desde os primeiros dias de vida, e que mantenha esse acompanhamento por toda a infância e adolescência, mesmo na ausência de doenças.
Refererência à deusa grega da juventude. Hebe: filha de Zeus e Hera. Etimologicamente a palavra HEBIATRA é formada pelo antepositivo HEB + o pospositivo IATRA. Heb(e) antepositivo, do grego - juventude, adolescência; vigor da mocidade. Iatra pospositivo, do grego - iatrós,oû - 'médico'.
A Hebiaria ou Medicina de Adolescentes é a area de atuação em Pediatria voltada para o atendimento do de pessoas dos 10 aos 20 anos de idade (OMS).
Do ponto de vista biológico, nenhuma outra fase da vida extra-uterina apresenta tantas mudanças, com crescimento e desenvolvimento muito particulares. Além disso, concomitantemente e, em alguns casos, até mesmo influenciado por tais alterações, o adolescente passa por mudanças do ponto de vista como encara o mundo, como se relaciona com seus pais, familiares, amigos e conhecidos. Em alguns casos, esses eventos podem levá-lo a “experimentar” novas situações as quais podem expô-los a riscos.
A forma através da qual a consulta do adolescente é conduzida permite que as questões acima sejam abordadas, juntamente com todas as questões do âmbito bio-psico-social (sexualidade, drogas, alimentação, preocupações com o corpo, exercícios e atividades físicas, diagnóstico e tratamento de doenças, etc...). Ainda mais, permite que ambos, médico e adolescente, atuem em uníssono na prevenção de potenciais agravos de sáude para este.
Escolher o pediatra adequado é uma das mais importantes decisões de qualquer casal que acaba de ter um filho. Uma das mais importantes e difíceis. Geralmente, essa escolha tende a ser feita durante a gravidez, chegando-se a uma conclusão no sétimo ou oitavo mês de gestação, tendo por base conselhos e opiniões de amigos, conhecidos e familiares ou do próprio obstetra que segue a mãe durante a gravidez. Quando indicado por amigos, trata-se de pessoas que já passaram pela tarefa de eleger um pediatra para acompanhar os filhos, e estão mais ou menos habilitadas a sugerir o nome deste ou daquele médico. Embora essas sugestões sejam muito importantes (até decisivas), tanto você como o seu parceiro não devem se esquecer de ponderar sobre algumas questões práticas que podem ajudar no momento da escolha.
São elas:
Embora seja uma situação desagradável e constrangedora, os pais do bebê não devem hesitar em mudar de pediatra, caso este não corresponda às suas expectativas. Uma vez que, em média, o pediatra é visitado uma dezena de vezes até ao primeiro ano de vida do bebê, convém que seja merecedor da confiança e respeito dos pais.
Comentário da revista Crescer (julho de 2010):
“Corte da sua lista, sem dó, aquele médico que não dá o número do celular. O pediatra cuidará da saúde do seu filho durante muitos anos e deve passar segurança para você”.
O mais importante é que o pediatra preencha os critérios expostos acima e conquiste sua confiança. Caso tenha um convênio que ofereça um pediatra que atenda seu filho desta maneira (pelo menos 1 hora de consulta, esteja disponível por e-mail e celular, etc), não há problema.
Lembre-se que estamos falando da pessoa mais importante das nossas vidas. Você deve se programar para ter um filho, pois ele não é apenas uma “plantinha” que cuidamos em casa. Ele precisa ser orientado, ensinado, acompanhado e é preciso ter paciência, persistência e dedicar tempo.
Valorize a educação e a saúde do seu filho.
O bebê deve ser acompanhado por um especialista, pelo menos, uma vez por mês, até completar os seis meses de idade. No entanto, muitos pediatras, optam por consultas mensais durante todo o primeiro ano.
Após 1 ano de vida e até os 2 anos as consultas são trimestrais. De 2 a 4 anos os encontros são semestrais e, por fim, anuais.
Importante: as consultas de emergência não eliminam as de rotina.
O pediatra deve ouvir as queixas e TODAS as suas dúvidas, perguntar sobre o desenvolvimento da criança e realizar o exame físico completo: pesar, medir, medir a cabeça, aferir a pressão mesmo nas crianças menores de 1 ano, colocar os dados na curva de crescimento e sempre orientar a respeito:
O cordão umbilical representa a ligação anatômica do bebê com a mãe. É cortado no nascimento do bebê e deve ser tratado com muito cuidado para que cicatrize bem, pois é um dos locais com maior risco de infecções para os recém-nascidos. Os bebês recebem os nutrientes e o oxigênio através do cordão umbilical quando estão no ventre das mães.
Depois do parto, um dos primeiros procedimentos se o bebê está respirando normalmente e tem as vias respiratórias libertas, é cortar o cordão umbilical. O médico coloca duas pinças no cordão e corta-o pelo meio. O procedimento é totalmente indolor para o bebê.
Posteriormente, o resto do cordão umbilical que ficou preso ao nível do abdome do bebê é cuidado pelos médicos, para que cicatrize mais facilmente.
Os cuidados com o cordão umbilical a partir do nascimento aplicam-se tanto aos profissionais de saúde, que tratam do bebê nos primeiros dias, como aos pais, já em casa.
O cordão umbilical deve ser mantido limpo e seco, colocado envolto em uma compressa esterilizada, embebida em álcool a 70%. Para que a fralda não interfira com o resto do cordão que permanece agarrado ao abdome do bebê, a colocação da fralda deve deixar o umbigo ao ar e nunca em contato com a urina.
A roupa mais apropriada para o bebê nos primeiros dias, desde que o clima não esteja muito frio, será bastante leve e larga de forma a permitir que o ar seque o cordão e o faça a cair mais depressa. Se demorar muito tempo a cicatrizar, é normal que apareçam pequenas partes de tecido agarradas ao cordão, que desaparecem com o tempo, sem motivo para preocupações.
Dada a fragilidade do cordão umbilical, é necessário verificar periodicamente se aparecem alguns sinais de risco. Os mais comuns são:
Se for detectado algum desses sinais, é necessário recorrer ao médico, uma vez que o bebê pode apresentar uma infecção que deve ser tratada com antibióticos. Dada a fragilidade da saúde do bebê nos primeiros dias, o tratamento precoce é essencial.
A queda do resto do cordão umbilical ocorre em cerca de 7 a 21 dias após o parto, ficando o bebê com uma cicatriz umbilical, como o característico de todas as pessoas. Poderão aparecer alguns vestígios de sangue nas fraldas do bebê no nível do umbigo, resultantes da queda do cordão, mas esse é um sinal perfeitamente normal.
A pele do bebê é muito sensível. Ela é cinco vezes mais fina do que a dos adultos e os bebês ainda não estão prontos para combater os problemas de pele, por isso, estão mais sujeito às assaduras.
A assadura é uma reação da pele ao contato com substâncias como a urina e as fezes acumuladas nas fraldas.
A assadura é mais frequente em bebês que urinam demais e evacuam a cada mamada. A urina e as fezes, com os germes, formam um pH diferente do da pele. Ela reage e surge a assadura. Quanto mais calor, pior é, pois a fralda abafa a região do bumbum e as bactérias aumentam.
Momentos que atormentam os bebês e preocupam os pais. A presença de cólicas atinge 50% dos recém-nascidos e desaparece por volta dos 3 meses. As causas ainda não foram descobertas pelos médicos, mas acredita-se que o problema seja decorrente da imaturidade do sistema gastrointestinal, além de outros fatores que podem colaborar, como por exemplo, o ar aspirado pelo bebê durante a amamentação e alimentos ingeridos pela mãe que causam fermentação durante a digestão.
Algumas características são típicas no recém-nascido
Não há medicação para tratar as cólicas. E os analgésicos são contra-indicados.
Existem medidas preventivas que os pais podem fazer para ajudar
Dica: Muitas mães dizem que chás de erva-doce e de camomila ajudam, mas não devem ser adoçados com açúcar, para que não ocorra a fermentação e a situação piore ainda mais.
A primeira, primordial, e insuperável forma de alimentar o recém-nascido é o aleitamento materno.
A recomendação pela Sociedade Brasileira de Pediatria, órgãos do governo e pela Organização Mundial de Saúde é que o aleitamento materno seja exclusivo até os seis meses e complementado pelo menos até os dois anos de idade.
Todo bebê chora. Eles não têm outra saída. Até bebês completamente saudáveis são capazes de chorar entre uma e cinco horas por dia no total, sem que haja nada de anormal. Como não podem fazer nada sozinhos, os bebês precisam dos outros para conseguir a comida, o calor e o conforto de que precisam.
Chorar é o único jeito que o bebê tem de comunicar essas necessidades. No começo, pode ser desesperador tentar descobrir exatamente qual necessidade é essa: ele está com fome? Com frio? Com sede? Com tédio? Quer colo? Está com sono? Com o tempo, porém, você e seu companheiro vão começar a distinguir um pouco melhor cada choro do bebê, e farão o que ele quer mais rápido – o que deve representar menos choradeira.
À medida que vão crescendo, os bebês aprendem outros meios de se comunicar conosco. Aperfeiçoam o contato visual, fazem barulhinhos e até sorriem. Tudo isso reduz a necessidade de choro. Se seu bebê não pára de chorar, experimente ir seguindo a lista item a item. Mesmo que nada dê certo, você vai ficar mais tranqüila, ao saber que fez tudo o que podia para consolar seu filho.
A fome é o motivo mais comum para um recém-nascido chorar. Quanto mais novo for o bebê, maior é a probabilidade de ele estar chorando de fome. Isso só não acontece no primeiro ou no segundo dia depois do nascimento, pois nessa fase há crianças que quase não se alimentam. Se você está amamentando, percebe isso fácil, pois o colostro, aquele riquíssimo primeiro leite, é produzido em quantidades pequenas. O leite mesmo só "desce" por volta do terceiro dia. O recém-nascido tem o estômago pequeno, que não aguenta uma quantidade muito grande de leite.
Assim, se o bebê chorar, tente oferecer leite. Pode ser que ele não pare de chorar na hora, mas deixe-o mamar. Conforme o estômago dele for se enchendo, ele deve se acalmar. Caso o bebê já esteja de barriga cheia e continue chorando, talvez esteja querendo dizer a próxima coisa da lista.
Com toda razão, os bebês reclamam se a roupa está apertada demais ou se estão com a fralda suja de cocô. Há bebês que não estão nem aí se a fralda está suja. Por outro lado, há outros que querem ser trocados na hora, principalmente se estiverem com a pele irritada. Verifique a fralda do seu filho e troque-a, se necessário. Talvez isso resolva o choro, portanto sempre vale à pena tentar.
Aproveite para verificar se não há nenhuma roupa apertando demais ou alguma outra coisa incomodando a criança, como um fio de cabelo enrolado nos dedinhos dela.
Alguns recém-nascidos detestam ficar pelados para a troca ou para o banho. Não estão acostumados a sentir o contato do ar com a pele e preferem ficar de roupa. Se seu bebê for um desses, você logo vai aprender a trocar a fralda em velocidade recorde, para acabar com as reclamações.
Tome cuidado para não exagerar nas roupas, senão a criança vai ficar com calor. Uma regra simples é deixar o bebê com um pouco mais de roupa que a sua: se você está de short e camiseta, pode colocar um macacãozinho comprido de algodão sem nada por baixo. Se você está de calça comprida e blusa de manga comprida, ponha nele um macacão com body e "mijão" por baixo.
Um bom jeito de verificar a temperatura do bebê é sentir a barriga dele. Se ela estiver quente e suando, tire um pouco de roupa. Se ela estiver fria, agasalhe-o mais. Não vá pelas mãos e pelos pés, porque eles tendem a ficar mais frios que o resto do corpo.
Cuidado para não exagerar nos cobertores na hora de dormir. O melhor é colocar uma mantinha embaixo das axilas do bebê, para não correr o risco de ele se enrolar nas cobertas.
Há bebês que precisam de mais colo para se sentir seguros. Crianças um pouco mais velhas já se acalmam só de ver você no quarto ou ouvir sua voz, mas os pequenininhos precisam do contato físico. Se seu filho está alimentado, de fralda trocada, e continua chorando, pode ser que só esteja querendo colo mesmo.
Muita gente tem medo de "estragar" o bebê se der colo demais, mas nos primeiros três meses de vida isso não acontece. As crianças são diferentes entre si: algumas não precisam de tanto contato físico, e outras querem ficar no colo quase o tempo todo. Se seu filho for da turma do colinho, você pode usar outras estratégias, como o canguru ou o sling (uma espécie de rede), que mantêm o bebê perto de você mas liberam suas mãos para fazer outras coisas.
Seria ótimo se os bebês simplesmente fechassem os olhos e dormissem sempre que estivessem cansados, mas muitas vezes eles não conseguem fazer isso. Pode ser por agitação – um dia cheio de visitas e atividades pode deixar o recém-nascido muito excitado, e ele tem dificuldade para "desligar". O excesso de estímulo – luzes, barulho, passar de colo em colo – pode deixar o recém-nascido inquieto, e é isso o que muitos pais percebem.
O bebê fica irritado no fim do dia, ou quando a casa está cheia. Talvez o bebê esteja só dizendo: "chega". Experimente levá-lo para um lugar calmo, reduzindo o nível de estímulo. Pode ser que ele ainda chore mais um pouco, mas depois finalmente se tranquilize e durma.
Se você já deu de mamar, já verificou se ele está confortável, e mesmo assim seu filho continua chorando, é inevitável começar a pensar que talvez ele esteja com alguma dor. Para pais de primeira viagem, é especialmente difícil saber se a criança fica insatisfeita com frequência só por temperamento (o que acontece com algumas delas, já que leva mais tempo para elas se adaptarem à vida fora do útero) ou se há algo de errado.
Quando o bebê está com alguma dor, ele chora num tom diferente do choro normal – pode ser um choro mais desesperado, ou mais gritado. Por outro lado, para um bebê que chora bastante por natureza, o silêncio é que pode ser o sinal de que há algo errado.
O mais importante é lembrar que você conhece o seu filho melhor que qualquer outra pessoa. Se você sentir que há alguma coisa errada, entre em contato com o Pediatra.
Haverá ocasiões em que você não vai conseguir descobrir o que está fazendo o bebê chorar. Muitos recém-nascidos passam por períodos de inquietação, e são difíceis de acalmar. A choradeira pode durar alguns minutos ou então horas a fio. O quadro de choro constante e inconsolável às vezes recebe o nome de cólica.
Oficialmente, a cólica é definida pelo choro inconsolável por pelo menos três horas ao dia, e que aconteça pelo menos três vezes por semana. É muito difícil lidar com um bebê com cólica. A família inteira sofre e fica estressada. Se você conseguir, tente se concentrar no fato de que isso vai passar.
A maioria dos bebês supera a cólica por volta dos 3 meses. Para mais idéias, leia nossas estratégias sobre como lidar com a cólica.
A perda de fôlego freqüentemente é objeto de preocupação dos pais que se sentem como se a criança fosse morrer. A grande dificuldade naqueles casos que cursam com perda de consciência é diferenciar das crises convulsivas ou epilépticas. Essa diferenciação pode ser ainda mais difícil naquelas crises que além da perda de consciência se manifestam com enrijecimento do corpo ou abalos musculares. Esses episódios são sempre precedidos por choro, desencadeado por contrariedade, susto ou dor por pequenos traumas. Por outro lado, a crise epiléptica é de ocorrência espontânea, geralmente sem um fator precipitante aparente.
As crises de perda de fôlego ocorrem geralmente entre os 6 meses e 3 anos e são de dois tipos: cianótica (quando a criança fica “roxinha”) e pálida.
Na hora da crise não adianta assoprar a criança. Os pais devem se manter tranquilos e não deixar a criança perceber que a situação preocupa a família. Quando a criança percebe que consegue chamar a atenção, ela passa a apresentar mais crises. Também não devem fazer tudo o que a criança quer para evitar que ela chore, pois isso vai gerar um problema maior no futuro. O mais importante é ter consciência da benignidade do quadro, entender que essas crises não deixam seqüelas e desaparecem com o tempo.
É o segmento da medicina que cuida dos adolescentes, período entre os 10 e 20 anos.
É fundamental que os pais tenham conhecimento em relação à segurança da criança, a fim de prevenir lesões não-intencionais. Seguem abaixo, algumas orientações divididas por idade (de 0 a 5 anos).
Os acidentes mais comuns que envolvem a praia e as respectivas recomendações são:
Aproveitem as férias, divirtam-se, brinquem muito, tirem fotos e filmem bastante.... O humor também melhora a imunidade!
O segredo está em estabelecer uma rotina. A criança precisa entender, desde bem pequena, a diferença entre o dia e a noite, e aprender que a noite foi feita para dormir. Daí a necessidade de uma rotina antes do sono, de horários mais ou menos estabelecidos e atividades que, noite após noite, repetem-se, mostrando que a hora de dormir chegou.
É um erro achar que a criança deve ser acordada para comer durante a noite. A única exceção fica por conta do recém-nascido, até mais ou menos o primeiro mês de vida, quando seu estômago ainda se esvazia rapidamente. Os intervalos para alimentá-lo, neste caso, deve variar entre 2 a 4 horas, e não mais do que isso.
Depois de maiores, as crianças não devem ser acordadas para comer. Se ela está dormindo 5, 6 horas durante a noite, por exemplo, é sinal de que não está incomodada, seja por fome ou por qualquer outro problema. A maioria das crianças conseguem dormir de 00:00 às 06:00 após os 2-3 meses, caso não haja nenhum condicionamento errado por parte dos pais.
E outro erro é, ao menor sinal de despertar da criança, os pais correrem para "acudi-la". Muitas vezes, qualquer resmungo já é motivo para a mamãe estar ao lado do berço. O ideal é esperar um pouco para ver se a criança volta a dormir. Às vezes, ela simplesmente despertou e, se não for estimulada, voltará a dormir naturalmente.
É claro que você não vai deixar o pequeno chorar insistentemente. Se o choro é repetido, é imprescindível checar o problema.
É fundamental que o bebê passe a dormir no próprio quarto o quanto antes. O ideal é que ele durma com os pais no máximo até o 2º mês de vida, quando as mamadas noturnas ainda interrompem demais o sono de todos.
Depois disso, ele deve ir para o próprio quarto, e assim aprender que toda a família deve ter privacidade. Por isso mesmo, é bom que o bebê seja colocado no berço sonolento, mas ainda acordado. Ele vai entender, com isso, que o lugar de adormecer é o berço.
Crie uma espécie de ritual para a hora de dormir. O horário vai depender muito da rotina e dos hábitos de cada família, mas é bom que seja mais ou menos o mesmo todos os dias.
Além disso, dar banho à noitinha é ideal para relaxar e tranqüilizar a criança, preparando-a para a hora do sono. Depois do banho, trocá-la e alimentá-la vai, pouco a pouco, criando o ambiente ideal para que ela adormeça. Música de ninar, massagens e brincadeiras bem leves também podem ser utilizadas.
Depois de tudo isso, é só ficar atento ao quarto do bebê, que deve estar calmo e silencioso.
Caso ele acorde à noite, os contatos deverão ser “secos” e desprovidos de interesse para o bebê (brincadeiras, colo, mamadas, etc..).
Ataque de cólera infantil, aparentemente desmotivado ou por um motivo aparentemente fútil. É importante parar para pensar: o que ela realmente deseja (atenção, disputa de poder, revide)? Existe alguma circunstância que serviu de gatilho (sono, cansaço, ciúme)?
É importante reconhecer que a birra é um processo normal de desenvolvimento da criança (que adquire maior relevância após o 2 anos), que ainda não controla suas emoções de raiva e precisa de um escape... A criança precisa dar vazão àquele turbilhão de sentimentos negativos que se acumulam. Quando isso não acontece ou quando reprimimos veementemente a birra corremos o risco de embotar os sentimentos da criança, tornando-a insegura e favorecendo que seja um adulto “engolidor de sapos” com “úlcera nervosa”...
Evitar uma situação previsível de encrenca é a saída ideal. Os pais costumam ver apenas duas soluções: ceder ou castigar. Imaginam que, assim, estão rompendo com o conflito. Não estão, pois, se a criança usa a birra para chamar a atenção, já conseguiu o que queria e vai repetir a dose.
Deixa-a se acalmar em um canto apropriado, para que ela tenha tempo de organizar seus sentimentos (“cantinho do pensamento” ou “time out”).
Agir mais e falar menos.
A criança não precisa de um longo discurso de argumentação. A explicação deve ser sucinta. Diante de uma birra, o mais acertado é ajudar a criança a se acalmar logo e, depois, lhe explicar por que não pode fazer ou ter o quer de forma resumida. Quando a criança sente que é ouvida e respeitada, confia mais no adulto e pode aceitar com mais facilidade as regras, mesmo numa situação imprevista.
Em vez de tentar convencer a criança a realizar algo (tomar banho, escovar os dentes, etc), simplesmente faça. Ela aprende que para algumas coisas não há negociação. Apelar para brincadeiras e fantasias pode ajudar na criança antes dos 4 anos.
As palmadas são um testemunho da incompetência dos pais como educadores. A criança pode até obedecer, mas o faz por medo de apanhar, e não por respeito. Um olhar seguro e bem dado é, sem dúvida, muito mais eficiente.
Funciona, sim. Ele alivia a culpa da criança, que paga o que estava devendo e tem direito a novos créditos. O castigo também age como disciplinador. Ele atirou um brinquedo contra a parede? Fica sem brincar com outro brinquedo por um ou dois dias. Uma falta grave pode ser castigada com a retirada de atenção. Você pode dizer que gosta muito de seu filho, mas ficou chateada com o que fez e não vai falar com ele durante um certo tempo.
O grito é um mau hábito. Ele não impõe disciplina. Um diálogo eficiente deve ser feito face a face, num tom de voz normal – ainda que você precise repetir a instrução para a criança.
Não. Até os 4 anos, a criança não deve receber muita explicação. Ela apenas quer autorização para fazer algo.
A conversa com a criança sobre como ela se sente é de particular importância, mas muitas vezes ignorada. Aos dois e três anos, crianças vivem uma turbulência de emoções: medo, braveza, tristeza e satisfação. Enquanto que as crianças podem não ter exatamente o mesmo significado que os adultos para essas emoções, elas podem aprender a rotular e identificar sentimentos bons e ruins. Não subestime a capacidade que elas têm de entender emoções e sentimentos.
Os pais podem ajudar seus filhos a desenvolverem uma linguagem para expressar e lidar com sentimentos dando nomes a eles. Ao fazer isso, os pais têm a responsabilidade de gerenciar seus próprios sentimentos para ajudar a criança a lidar com os dela. Pelo uso da brincadeira, você pode oferecer à criança algumas saídas emocionais para a raiva, o medo e a ansiedade.
O foco de brigas normalmente está em querer o brinquedo que alguma outra criança tem. A agressividade é uma parte normal do crescimento e pode estar relacionada aos nossos instintos de sobrevivência. A maioria das crianças é consideravelmente agressiva quando defende seus pertences ou a si mesmas.
Não existem respostas fáceis para como lidar com a agressividade excessiva, mas certamente não faz sentido para a criança ou para os pais resolver agressão com agressão.
A maneira com que os pais lidam com essas situações não influencia em quão agressiva a criança será. A criança menos agressiva vem de famílias não punitivas, não permissivas e que não rejeitam seus filhos. Os pais em famílias assim são consistentes na forma como lidam com a agressividade. Eles não utilizam punições físicas duras ou linguagem dura desnecessária, apenas estabelecem limites firmes e claros sobre o que esperam de seus filhos e o que aceitam deles.
A consistência é importante em qualquer técnica de intervenção que você utilize para lidar com a agressividade dos filhos. Uma técnica útil é tirar a criança da briga e isolá-la por alguns minutos. Cuidar rápido da situação, antes que a briga saia do controle, ajuda. Assim que o seu bebê de dois anos conseguir falar, pergunte o que ele sente e quer. Fazer isso ajuda-o a aprender a se expressar verbalmente ao invés de fisicamente.
Algumas vezes, oferecer à sua criança uma alternativa para a energia acumulada ajuda a reduzir o nível de agressividade. Exatamente como com adultos, exercícios físicos ajudam a liberar a tensão e a reduzir o nível de estresse. Brincadeiras criativas também ajudam a criança a trabalhar tendências agressivas. Pais podem contar com a imaginação da criança para ajudar a trabalhar conflitos.
Assistir muita televisão pode causar um impacto negativo nos níveis de atividade das crianças. Enquanto elas se sentam e olham o televisor, parecem zumbis. Mais tarde, essas mesmas crianças ficam superativas, correndo sem rumo e com pouco conteúdo nas brincadeiras. Para piorar ainda mais, normalmente é difícil dizer onde os desenhos acabam e os comerciais começam.
Contudo, assistir a televisão com moderação também pode ter fins positivos. Bons programas educacionais e desenhos têm muito a ensinar ao seu filho.
Mas lembre-se sempre de que muita televisão, mesmo com programas de boa qualidade, pode levar a um estilo de vida sedentário e nada saudável. Mesmo os melhores programas não superam os benefícios de experiências reais com pessoas reais.
A escola oferece alimentação? Como é o funcionamento da cantina? É preciso levar dinheiro para comprar ou a escola oferece fichas, que o pai compra e dá para o filho? E a qualidade dos alimentos oferecidos também deve ser observada. Porque o filho pode começar a voltar da escola e não querer comer em casa, por ter tomado muito refrigerante, por exemplo.
Qual é a estrutura do imóvel? Ele tem área de lazer? As classes são iluminadas e claras? Boa ventilação e acústica? Há limpeza e segurança para os estudantes? É fácil entrar e sair com uma criança?
Os estudantes terão muitos trabalhos de campo, visitas a museus, cinemas, teatros? A princípio, atividades como estas estimulam o aprendizado e deveriam ser realizadas 2 vezes por ano.
Seu filho é um miniartista? Um desenhista em potencial? Um atleta? Precisa de rigidez ou é tímido? Veja qual o perfil da criança e procure instituições de ensino que estimulem sua aprendizagem.
Nas grandes cidades, a distância da escola pode representar um problema. Ainda mais se os pais trabalharem e precisarem buscar os filhos no colégio. É fundamental escolher uma instituição localizada em área estratégica para a família – seja perto de casa ou perto do trabalho.
Como a escola mostra os resultados dos estudantes? Há nota ou conceito? A família tem acesso ao boletim? Vale lembrar que existem diferentes tipos de avaliação (há escolas que aplicam provas e outras que não as aplicam, por exemplo), e você pode procurar o colégio mais adequado aos seus valores.
A escola deve oferecer, no mínimo, três reuniões por ano, segundo recomendação do MEC (Ministério da Educação). Veja se a instituição de ensino proporciona um bom contato com as famílias.
O colégio dá tarefas longas para seu filho levar para casa? Isso pode ser bom ou ruim, dependendo de cada família. Veja se você tem condições de orientar seu filho nas lições de casa e se elas exigem a participação dos pais.
A biblioteca tem o acervo atualizado e permite que as crianças manipulem os livros? A biblioteca tem de ter livros destinados à faixa etária dos estudantes.
Os móveis são adequados para as crianças? Veja se as mesinhas e cadeiras estão em bom estado.
Peça informações sobre o material que será utilizado durante o ano letivo. Tome cuidado com material apostilado – procure verificar a qualidade.
Pergunte se o corpo de professores tem formação adequada para lecionar. Se a escola oferece tempo para pesquisa e para desenvolvimento das atividades, ela ganha pontos.
Os familiares recebem relatórios sobre as vivências, produções e aprendizagens pelo menos duas vezes ao ano?
A instituição permite a entrada dos familiares em qualquer horário? A escola deve estar sempre aberta aos pais.
Há no mínimo uma professora para cada agrupamento de 6 a 8 crianças de 0 a 2 anos?
Há no mínimo uma professora para cada agrupamento de 15 crianças de 3 anos?
Há no mínimo uma professora para cada agrupamento de 20 crianças de 4 até 6 anos?
A supervisão constante é uma medida de proteção ativa, entretanto as medidas de proteção passivas que modificam o ambiente são muito mais eficazes.
Nunca deixar os bebês sozinhos em camas, sofás ou trocadores, mesmo que eles ainda não consigam rolar, pois não podemos prever quando irão adquirir essa capacidade.
Quando a criança conseguir ficar de pé no berço, observar se a altura da grade é suficiente para evitar que a criança caia por cima. Se não for, a criança deverá dormir na cama com grades laterais. Mas se ela não conseguir descer sozinha da cama colocar o colchão no chão.
Nunca utilizar o andador, que é o maior vilão das quedas por conferir agilidade e velocidade para uma criança que ainda não tem controle.
Os móveis não devem ter quinas pontiagudas, mas arredondadas ou com proteção.
As janelas devem ter grades ou telas de proteção. Manter os móveis afastados das janelas para evitar que as crianças as alcancem.
Tanques, eletrodomésticos como TVs e móveis de grandes dimensões devem ter fixação e apoio adequados para evitar que caiam sobre as crianças.
Ambiente com boa iluminação (seja natural ou artificial), piso antiderrapante, corrimão nas escadas, retirar os tapetes. Evitar asfalto, concreto ou superfícies rígidas em playgrounds, preferir areia.
Bloquear o acesso a lajes e escadas com portões e travas que as crianças não consigam abrir.
Brinquedos como bicicletas, patins e skate devem ser usados em locais fechados, longe do trânsito, com a supervisão de um adulto e sempre utilizando equipamentos de proteção (capacete, cotoveleiras e joelheiras) que embora não evitem os acidentes, diminuem a gravidade das lesões.
O termo hiperatividade se popularizou tanto que qualquer criança mais agitada é facilmente rotulada de hiperativa. Hiperatividade significa excesso de atividade, não necessariamente um transtorno.
Realmente algumas crianças são mais agitadas que as outras, mas a questão de ser normal ou não depende também da disposição dos pais e cuidadores para acompanhar o excesso de energia delas. Eles reclamam que a criança não dorme, mas na maioria das vezes ela não dorme o tanto que os pais gostariam. Especialmente ao adquirir marcha independente, a criança entra numa fase em que deseja explorar o mundo e se frustra diante da impossibilidade de fazer isso. Aliás, nesta fase da vida são comuns as birras. Deve-se então permitir que a criança brinque e gaste toda sua energia, tomando-se os devidos cuidados para evitar acidentes e impor limites.
Alguns dados sugestivos do Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) já podem estar presentes bem cedo, como o excesso de movimentação intra-utero, distúrbios de sono, irritabilidade acentuada diante de situações rotineiras como tomar banho, escovar os dentes, comportamento audacioso ou agressivo, impaciência, etc. Entretanto é importante ressaltar que os comportamentos descritos no TDAH, embora inadequados, são aceitáveis em determinada faixa etária. O diagnóstico só poderá ser confirmado se os sinais e sintomas persistirem até uma idade em que não são mais esperados, trazendo nítidos prejuízos na esfera social e no rendimento escolar. Os sintomas de hiperatividade e impulsividade podem diminuir com a idade e assim predominar os sintomas de desatenção.
Infelizmente, não existe nenhum exame rotineiro que confirme o diagnóstico de TDAH, o diagnóstico é puramente clínico baseado nos critérios diagnósticos definidos pelo DSM-IV. Não basta preencher questionários e apresentar todos os sintomas comumente listados, os sintomas precisam trazer algum prejuízo para a criança (não apenas para os pais e professores) e não podem ser explicados por nenhum outro transtorno mental ou do desenvolvimento. O diagnóstico definitivo e o tipo de tratamento, considerando-se os riscos e benefícios de uma medicação controlada, só podem ser definidos pelo médico.
A leitura é uma habilidade muito complexa que envolve a participação de várias estruturas cerebrais. Para que ela ocorra é necessário o processamento dos símbolos gráficos (visão), conversão grafema-fonema, entendimento do significado e também manter uma atenção sustentada.
O diagnóstico da dislexia é clínico e deve ser realizado por uma equipe multiprofissional. Nenhum profissional é capaz de realizar sozinho o diagnóstico de dislexia.
Na realização do diagnóstico deve-se utilizar procedimentos que possibilitem determinar o nível funcional da leitura, a extensão da deficiência, seu potencial e capacidade. O fonoaudiólogo utiliza uma bateria de testes e jogos de palavras reais e inventadas.
Uma intervenção bem sucedida depende de uma avaliação criteriosa e multidisciplinar (neurologia, fonoaudiologia, psicologia, pedagogia ou psicopedagogia, oftalmologia, otorrinolaringologia). Outros fatores deverão ser descartados, como problemas afetivos anteriores ao fracasso escolar, déficit intelectual, deficiências auditivas e visuais, lesões cerebrais congênitas e adquiridas.
Alguns aspectos devem ser observados para se realizar o diagnóstico de dislexia:
Quanto ao tratamento, somente uma abordagem multiprofissional, que envolva a família, a escola e a criança, pode fazer com que as dificuldades cognitivo-lingüísticas da criança sejam superadas. O objetivo é desenvolver estratégias que possibilitem a melhora nas tarefas escolares que exigem leitura e escrita.
Os pais dão muita importância e geralmente sabem o peso e estatura de seus filhos, mas quase nunca lembram a medida do perímetro cefálico. Muitos pediatras também se preocupam excessivamente com a idade de fechamento da fontanela (“moleira”), sendo que este não é o dado mais importante. O fechamento antes ou depois da idade média esperada não terá significado clínico se o perímetro cefálico estiver crescendo adequadamente. Uma boa puericultura deve incluir a medida do perímetro cefálico. E não basta uma medida isolada, o mais importante é o ritmo de crescimento do perímetro cefálico. Assim como para o peso e estatura existem curvas padronizadas para acompanhar o crescimento do perímetro cefálico.
Algumas crianças têm medidas de perímetro cefálico abaixo ou acima do esperado para sua idade, mas isso poderá ser normal, principalmente quando for proporcional ao peso e estatura (micro e macrocrania constitucionais). A medida do perímetro cefálico dos pais também auxilia neste diagnóstico.
A microcefalia (cabeça pequena) pode ocorrer em várias síndromes genéticas.
A Síndrome Fetal alcoólica que decorre do uso abusivo de álcool na gestação, entre outras características, também cursa com microcefalia.
A macrocefalia (cabeça grande) pode ser devido à hidrocefalia, aumento do espaço subaracnóideo, tumores cerebrais, doenças genéticas e metabólicas (por exemplo, mucopolissacaridoses, acidúria glutárica tipo I, doença de Canavan, doença de Alexander, doença de Van der Knaap).
O líquor é um líquido que banha todo o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). Ele preenche os ventrículos e circula por todos espaços cerebrais; é constantemente produzido e absorvido pelo organismo. A hidrocefalia é caracterizada pelo acúmulo anormal desse líquido na cabeça com dilatação dos ventrículos cerebrais. Ela pode ocorrer por aumento na produção, diminuição da absorção ou obstrução na circulação do líqüor. A hidrocefalia pode ser congênita, presente antes mesmo do nascimento, ou adquirida (por exemplo, por tumores). Nesse caso pode haver obstrução do escoamento do líqüor pelo próprio tumor, mas também existem tumores que produzem líqüor em quantidade aumentada (tumores do plexo coróide).
Portanto, quando o pediatra detectar um crescimento fora do habitual, deverá encaminhar a criança para avaliação especializada.
Presenciar uma crise convulsiva é algo que impressiona a maioria das pessoas. Para quem assiste é importante, acima de tudo, manter a calma e ter consciência de que não "pega". Conheça abaixo algumas medidas práticas:
Quando a dor de cabeça for a mais intensa que a pessoa já teve, for acompanhada de sinais neurológicos como dormência ou diminuição da força em um lado do corpo, visão dupla ou sintomas como febre alta, pescoço duro, vômitos "em jato" (súbitos e sem enjôo) , quando mudar de características, piorar progressivamente em freqüência ou intensidade, apresentar sinais e sintomas que antes não ocorriam, acordar durante noite por causa da dor, consumir analgésicos mais de uma vez por semana ou a dor não melhorar com os analgésicos comuns.
É muito difundido que "não pode deixar a criança dormir depois que bate a cabeça", entretanto a sonolência já pode ser um sinal de alteração da consciência e evitar que a criança durma não modifica a evolução do quadro. Quanto ao nível de consciência, a criança pode estar alerta, acordar ao chamado ou com outro barulho, com o toque, com um estímulo doloroso ou não acordar com qualquer estímulo. Aqui, cessado o estímulo a criança volta a dormir logo em seguida e quanto maior for o estímulo necessário para acordar a criança maior é o grau de comprometimento da consciência. Assim, se houver sonolência a criança deverá ser levada imediatamente a um serviço de urgência. Se o trauma acontecer à noite, os pais deverão acordar a criança algumas vezes e conversar com ela para ver se está consciente.
No local da batida pode aplicar gelo, mas o importante é saber que o inchaço vai desaparecer espontaneamente. Ele pode até mudar de lugar de um dia para o outro dependendo da posição que a criança dormir e também pode mudar de cor à medida que for sendo absorvido.
Se houver algum dos sinais de alerta descritos na resposta acima ou em caso de dúvida a criança deverá ser levada ao serviço de urgência mais próximo. Deverá permanecer internada se não houver um acompanhante confiável para observá-la no domicílio ou na impossibilidade de retornar rapidamente ao hospital se for necessário.
Pequenos traumas na cabeça são freqüentes na infância por causa do excesso de atividade física natural desta faixa etária. Os pais se preocupam excessivamente com aquele inchaço local, mais conhecido como "galo", que muitas vezes assusta, mas é um sinal externo (da pele, tecido subcutâneo e couro cabeludo). É comum a criança ficar "molinha" imediatamente após a queda ou pancada por causa do susto, mas se em poucos minutos ela estiver conversando, movimentando e brincando normalmente, a chance de alguma lesão cerebral mais grave é pequena. Existe uma situação, conhecida como intervalo lúcido, em que a pessoa tem uma perda de consciência logo após o trauma, fica bem por algumas horas e depois rapidamente deteriora o nível de consciência, isso acontece num tipo de coágulo intracraniano chamado hematoma extradural. A fratura de crânio também pode ocorrer na criança completamente assintomática, mas terá boa evolução se for isolada, sem lesão cerebral ou da dura-mater (membrana que envolve o cérebro). As lesões intracranianas podem localizadas (por exemplo, coágulo) ou difusas (por exemplo, o inchaço cerebral). Os seguintes sinais são alerta para lesão intracraniana:
