Clínica pediátrica Mon Petit

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Magno Veras

Magno Veras

O Dr. Magno Veras graduou-se pela Universidade de Brasília (UnB) em 1999. Na graduação apresentou desde cedo seu interesse pela Pediatria e se destacou sendo homenageado e obtendo o prêmio da Sociedade Brasileira de Pediatria por trabalho apresentado no XXX Congresso Brasileiro de Pediatria e Simpósio Internacional de Pediatria realizado no Rio de Janeiro em 1997.

Realizou residência médica em pediatria e gastroenterologia pediátrica e nutrição pela renomada Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Possui ainda residência médica em endoscopia digestiva pela UNICAMP. Após este período acompanhou um dos maiores serviços de endoscopia digestiva pediátrica do Brasil no Instituto da Criança da Universidade Estadual de São Paulo (USP). Ministrou aulas de semiologia pediátrica para alunos de graduação da UNICAMP.

É mestre em Saúde da Criança e do Adolescente, na área de gastroenterologia pediátrica. Sua tese ganhou destaque internacional na mais importante revista científica da área, o JPGN ( Journal of Pediatric Gastroenterology, Hepatology and Nutrition).

Possui os reconhecidos e conceituados títulos de especialista conferidos pela Associação Médica Brasileira (AMB) em Pediatria, Gastroenterologia Pediátrica (Sociedade Brasileira de Pediatria), Nutrologia (Associação Brasileira de Nutrologia) e Endoscopia Digestiva (Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva).

É membro titular da Sociedade Paulista de Gastroenterologia Pediátrica e da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva.

Ex-chefe da Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional do maior centro onco-hematológico pediátrico da América Latina, o Centro Infantil de Investigações Hematológicas Domingos Boldrini (UNICAMP- SP) onde atuou como Gastroenterologista Pediátrico e Endoscopista. Ainda nesta instituição participou da elaboração de protocolos que se tornaram referência e proferiu palestras para médicos e residentes.

Realizou palestras e apresentou inúmeros trabalhos em Congressos Brasileiros e ainda possui publicações de artigos em revistas brasileiras e internacionais de grande impacto científico.

Mudou-se para Belo Horizonte em meados de 2007 onde atua como Pediatra membro da equipe do Pronto Socorro do Hospital Mater Dei e como Gastroenterologista Pediátrico e Endoscopista Infantil do Hospital Mater Dei.

Atualmente acompanha o Serviço de Gastroenterologia Pediátrica e Endoscopia Digestiva do Instituto Alfa - Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG) onde prepara-se para realizar o doutorado.

Na Mon Petit oferece serviço diferenciado e humanizado, procurando ajudar as crianças e suas famílias com o que há de mais avançado e atual na área.

  • A gastroenterologia pediátrica

    • Área de atuação na pediatria em que o profisssional se especializa em doenças relacionadas direta ou indiretamente ao aparelho digestivo, atuando também na prevenção e tratamento de distúrbios alimentares, contribuindo para melhoria da qualidade de vida da criança, do adolescente e do futuro adulto.

      As principais afecções estudadas são: distúrbios alimentares, refluxo gastro-esofágico, dor abdominal, constipação intestinal, alergia alimentar, diarréias crônicas, desnutrição, doenças do fígado e vesícula biliar, úlceras pépticas, fibrose cística, doença celíaca entre outras.

      PRINCIPAIS EXAMES REALIZADOS NA ÁREA DE GASTROENTEROLOGIA PEDIÁTRICA

      1. Análise de suco duodenal
      2. Alfa1 anti-tripsina nas fezes
      3. Auto anticorpo anti-endomísio e Antitransglutaminase tecidual
      4. Anticorpos contra estruturas citoplasmáticas do neutrófilo (pANCA) e contra o Saccharomyces cerevisiae (ASCA)
      5. Biópsia retal por sucção
      6. Biópsia hepatica transparietal
      7. Biópsia jejunal peroral por cápsula
      8. Biofeedback retal
      9. Cápsula endoscópica
      10. Cintilografia: esvaziamento gástrico para sólidos e líquidos
      11. Cintilografia para aspiração pulmonar
      12. Cintilografia para esvaziamento esofágico e refluxo gastroesofágico
      13. Cintilografia para pesquisa de sangramento
      14. Colangiografia (CPRE)
      15. Colonoscopia
      16. Cultura de fezes ou Coprocultura (diversos meios para agentes específicos)
      17. Densitometria óssea
      18. Dissacaridases em biópsia jejunal
      19. Endoscopia digestiva alta
      20. Esteatócrito
      21. Enema opaco
      22. Enema com ar ou duplo contraste
      23. Esofagograma (REED)
      24. Enteroscopia por duplo balão
      25. Hormônios: dosagem de VIP, gastrina etc.
      26. Impedância bioelétrica - Bioimpedância (para análise da composição corporal) – Realizado na Mon Petit
      27. Impedância luminal multicanal (Impedânciometria)
      28. Imunohistoquímica de biópsia jejunal
      29. Manometria esofágica, anorretal, colônica e antro-duodenal
      30. Perfil de fezes
      31. Pesquisa de rotavírus nas fezes
      32. Pesquisa de gordura nas fezes (esteatócrito, Van der Kamer)
      33. Pesquisa de sangue oculto nas fezes
      34. pHmetria Esofágica
      35. Polissonografia com pHmetria
      36. RAST para diversos alimentos, Prick test e Pacth test
      37. Substâncias redutoras nas fezes
      38. Tempo de trânsito intestinal
      39. Tempo de trânsito colônico com marcadores radiopacos
      40. Testes expiratórios: H. Pylori, intolerância à lactose e supercrescimento bacteriano
      41. Teste de Tolerância à Açúcares (Lactose/Frutose) - dosagem da glicemia ou teste expiratório
      42. Teste do Suor – dosagem de cloro e sódio
      43. Trânsito intestinal
      44. Ultrassonografia de abdome (refluxo gastro-esofágico, contratilidade da vesícula biliar, etc)
      45. Videofluoroscopia da deglutição
      46. Xilosemia/Xilosúria
  • NUTROLOGIA

    • Nutrologia é a especialidade médica clínica que se dedica ao diagnóstico, prevenção e tratamento de enfermidades nutricionais e do comportamento alimentar. Os médicos nutrólogos não devem ser confundidos com nutricionistas.

      Nutrólogos procuram dar orientações sobre a alimentação mais equilibrada para correção do peso e manutenção da saúde, recuperação de estados deficitários, aumento da longevidade e acompanhamento de pessoas com necessidades especiais (atletas, idosos, crianças etc.), estudando os benefícios e malefícios para a saúde, dos nutrientes existentes nos alimentos. Auxilia ainda no atendimento de crianças com sonda nasoenteral e ostomizadas em regime hospitalar ou ambulatorial.

      A parte da prescrição dietética, por lei, cabe ao nutricionista, profissional habilitado e com formação exclusivamente voltada para tal ato.

      A alimentação e nutrição são imprescindíveis à vida de todos os seres, razão pela qual a Nutrologia tem ação de considerável importância na maioria dos setores que regem o crescimento, desenvolvimento e a saúde dos indivíduos, o que torna a função do Nutrólogo de excepcional valia e larga amplitude nas várias áreas abrangidas por esta especialidade.

      Nessa área é de grande importância uma abordagem multidisciplinar, fazendo com que a nutrologia sempre esteja associada a outras especialidades, a exemplo da endocrinologia, gastroenterologia, medicina esportiva, nutrição, psicoterapia, educação física, fisiatria e terapia ocupacional.

  • ENDOSCOPIA DIGESTIVA PEDIÁTRICA

    • Área de atuação da gastroenterologia pediátrica em que o profissional se especializa na realização do exame de endoscopia digestiva em crianças, bem como na realização de procedimentos endoscópicos quando necessários (gastrostomia endoscópica, esclerose de úlceras, ligadura de varizes de esôfago, etc.).

      Saiba como é realizada a endoscopia digestiva.

Orientaçoes

  • Meu filho não come verduras. Como incentivar o consumo de frutas, legumes, verduras e cereais pelas crianças?
      1. Disponibilizando estes alimentos tendo-os sempre em casa
      2. Programar passeios em locais onde existam plantações de frutas, legumes, hortaliças, cereais para contato direto das crianças com a matéria prima
      3. Sempre que possível evitar passeios em fast-foods.
        Eventualmente quando ocorrer, escolher um sandwiche pequeno que associe legumes e verduras, sem acréscimo de condimentos artificiais, como maionese, catchup e mostarda. Para a sobremesa incentivar o consumo de saladas de frutas e sorvetes de frutas tipo picolé.
      4. Exercer a criatividade no preparo dos alimentos: combinar cereais com frutas que as crianças gostem, iogurtes com frutas laxativas, bolinhos de vegetais, preparo de alimentos empanados com farelos (farelo de trigo), feijão acrescido de cereais (linhaça e farelo de trigo), sucos de frutas naturais sem coar.
  • Alergia ao leite de vaca x intolerância à lactose
    • A alergia ao leite de vaca e a intolerância à lactose são duas condições clínicas diferentes, que não devem ser confundidas pelos pais, embora frequentemente isto aconteça.

      Alergia ao leite da vaca

      A alergia ao leite de vaca é decorrente de uma resposta imunológica do intestino às proteínas do leite de vaca, que são reconhecidas como substâncias estranhas ao organismo, desencadeando a produção de anticorpos. Pode ser caracterizada por sintomas gastrointestinais, respiratórios e/ou dermatológicos. São eles: vômitos, diarréia, sangramento intestinal, constipação intestinal, cólicas, irritabilidade, anemia, dificuldade de ganho de peso, bronquite, otite, urticária, etc.

      Para o diagnóstico, podem ser utilizados alguns testes laboratoriais, no entanto, eles podem ser negativos, mesmo em reações alérgicas intensas. Em alguns casos é necessária a realização de biópsia intestinal. Na verdade, a forma mais comum de fazer o diagnóstico é o teste terapêutico, através da utilização de fórmulas lácteas consideradas hipoalergênicas.

      Em alguns casos de alergia à proteína do leite de vaca, a soja pode ser indicada, mas existem outras situações em que são necessárias fórmulas lácteas com proteínas de soja ou do leite de vaca que são submetidas industrialmente a um processo de hidrólise, transformando-as em produtos com baixa alergenicidade. O leite de cabra não é uma opção terapêutica para alergia ao leite de vaca. Importante também é a suspensão de todos os derivados do leite de vaca da dieta do paciente, lembrando que a alergia é um processo qualitativo e independe da quantidade da substância ingerida, ou seja, pequenas quantidades de leite de vaca ou seus derivados podem desencadear as mesmas reações alérgicas.

      Intolerância à lactose

      A intolerância à lactose caracteriza-se por uma deficiência de uma enzima chamada lactase produzida no intestino, responsável pela digestão da lactose, que é um açúcar presente no leite de vaca e seus derivados.

      Sem a enzima lactase ou com pouca lactase no intestino, o açúcar lactose pode não ser bem digerido e é fermentado pelas bactérias habitantes do intestino grosso, "puxando a água" e levando à diarréia e à maior produção de gazes (cólica, desconforto e distensão abdominal).

      A intolerância à lactose pode ser primária ou congênita, onde ocorre ausência total ou parcial da produção de lactase. O mais comum, no entanto, é que ocorra a diminuição gradativa da lactase no decorrer da infância, mantendo-se uma pequena produção de proporções variáveis, onde a criança ou o adulto é capaz de tolerar menores quantidades dos produtos que contém leite de vaca e derivados. O tratamento é realizado através da utilização de fórmulas lácteas à base de leite de vaca que não contenham lactose, ou através de fórmulas de soja. Para os indivíduos com intolerância parcial à lactose, existem leites com baixa lactose. É possível também, para os amantes incondicionais do leite a ingestão da lactase.

Endoscopia digestiva na criança
  • O que é endoscopia?
    • Endoscopia

      A palavra endoscopia significa "olhar dentro". A endoscopia é um teste diagnóstico desenhado para avaliar a superfície interna do trato gastrointestinal alto, e inclui:

      1. esôfago (tubo que leva o alimento da boca até o estômago)
      2. estômago (onde o alimento é armazenado imediatamente após a refeição)
      3. duodeno (início do intestino delgado onde o alimento passa a ser digerido e absorvido)
      4. Intestino grosso (onde as fezes são processadas, avaliado pela colonoscopia)

      O teste é realizado com um instrumento especial, chamado endoscópio. Um tubo longo e fino, com uma luz brilhante na extremidade e uma câmera de alta definição que transmite as imagens do interior do trato digestivo para um monitor, onde o médico interpreta as imagens, fotografa e realiza biópsias se necessário.

  • Como é realizada?
    • A prioridade é fazer o exame de maneira segura, com o máximo de conforto e gerando o mínimo de ansiedade aos pais e a criança.

      Para cumprir com estes objetivos o exame deve ser realizado sempre observando os seguintes aspectos:

      1. Adequada indicação médica. Não deve ser realizado sem necessidade ou com indicação imprecisa.
      2. A presença de anestesista com experiência em anestesia infantil
      3. Utilização de aparelho moderno, de alta resolução e com calibre adequado à idade da criança
      4. Tempo de jejum adequado e diferenciado para cada faixa etária e exames realizados preferencialmente pela manhã uma vez que as crianças toleram menos o jejum.
      5. Ambiente seguro, hospitalar, com recursos de última geração voltados à criança, com unidade de terapia intensiva pediátrica.
      6. Sala de exame humana e aconchegante
      7. Explicar todos os passos do procedimento para os pais e para a criança e elucidar toda e qualquer dúvida relacionada ao exame
      8. Permitir que os pais acompanhem a criança durante quase todo o processo. No momento da realização do exame a percepção da criança é que os pais permanecem ao seu lado o tempo todo, gerando segurança e conforto e diminuindo muito a ansiedade do pequeno paciente. Crianças menores podem levar seu brinquedo predileto.
      9. Observar todas as normas nacionais e internacionais de desinfecção dos aparelhos e de segurança para o paciente.

      A endoscopia digestiva em crianças é um procedimento rápido e seguro, sem desconforto para a criança desde que observados todos os requisitos listados acima.

      Em Belo Horizonte, o Hospital Mater Dei oferece todas estas condições, sendo o local ideal para realização da endoscopia digestiva alta na criança e no adolescente quando indicado.

  • Como o teste é realizado?
    • O teste é realizado sob anestesia ou sedação, dependendo das necessidades da criança e da natureza do procedimento.

      Durante a maioria dos procedimentos são realizadas biópsias. A biópsia significa retirar um minúsculo fragmento da mucosa para que seja avaliada através do microscópio por um médico patologista. A biópsia é indolor e ocorre um sangramento mínimo e limitado.

  • Indicações
    • Dentre as indicações de endoscopia digestiva alta nas crianças, a mais freqüente é a dor abdominal recorrente, sendo realizada quando se suspeita de uma etiologia orgânica, e outras causas já foram excluídas.

      Vômitos persistentes, de causa inexplicada, também correspondem à outra indicação de endoscopia, especialmente quando sugere doença péptica, inflamatória ou obstrutiva intrínseca do tubo digestivo alto.

      A endoscopia é de grande valor na investigação e tratamento do sangramento intestinal, uma vez que além de diagnosticar o sítio de sangramento, permite tratar a maior parte das lesões sangrantes.

      Este exame também é solicitado em unidades de emergência nos casos de ingestão de pequenos objetos, principalmente moedas em crianças pequenas. Situação que traz muita ansiedade para os pais.

      Já a colonoscopia é extremamente útil na avaliação das inflamações do intestino (colites), na investigação de sangramento vivo ou oculto, e na suspeita de pólipos (pequenas "verrugas" no intestino). A indicação mais freqüente em pediatria é o sangramento retal, e sua causa varia conforme a faixa etária.

      São muito poucas as contra-indicações para a endoscopia pediátrica. Uma vez sendo realizada com a aparelhagem adequada e por um profissional treinado, pode ser feita até em recém nascidos e prematuros. As contra-indicações estão mais relacionadas com as condições clínicas da criança. As complicações são raras.

  • O que é colonoscopia?
    • A colonoscopia é o exame que avalia o intestino grosso e o final do intestino delgado. É realizada com as mesmas condições da endoscopia alta, no entanto, o endoscópio de calibre adequado é passado através do ânus. Exige um preparo adequado antes do exame para “limpeza” do intestino. Este preparo é individualizado e depende da idade e das condições clínicas da criança.

  • Os pais podem entrar na sala de endoscopia com a criança?
    • Os pais entram com a criança ou o adolescente na sala de endoscopia e permanecem junto com a mesma, segurando sua mão até a criança dormir ou até o anestesista avaliar como o momento mais adequado.

      Assim que o exame termina o médico pessoalmente avisa os pais na sala de espera e adianta o resultado, caso avalie como pertinente.

      Antes de a criança acordar os pais são chamados para permanecer juntos com a mesma de modo que a sensação que a criança tem é que os pais não saíram de perto, trazendo segurança, conforto e diminuindo a ansiedade da criança.

  • Quais são os riscos da endoscopia?
    • São muito poucos os pacientes que possuem complicações sérias e inesperadas durante ou após a endoscopia diagnóstica. A maioria dos pacientes têm uma dor de garganta leve e um pequeno sangramento na região das biópsias. Este sangramento é auto limitado e não é visível, a menos que o paciente vomite, o que não é comum. Raramente acontece um sangramento maior, podendo então ser necessária nova endoscopia para cauterização da área.

      Perfuração é uma complicação rara e séria que requer internação, antibióticos e numa minoria das vezes cirurgia. A perfuração ocorre com maior freqüência durante procedimentos terapêuticos, mas ainda assim é rara.

      A anestesia também possui seus riscos. Reações alérgicas, tosse, chiado no peito e rouquidão são possíveis. Os pais terão a oportunidade de discutir os aspectos específicos da anestesia com o médico anestesista antes do exame.

      Por isso é muito importante que o exame seja realizado em ambiente hospitalar com todos os recursos disponíveis para tratar de imediato qualquer complicação.

  • A endoscopia dói?
    • Sob anestesia ou sedação a criança não sente absolutamente nenhuma dor e não se recorda de nada relativo à endoscopia. Após o paciente acordar pode sentir uma leve dor de garganta e um pouco de dor abdominal pois o médico injeta ar no estômago para melhor visualização.

  • Quanto tempo demora?
    • O paciente fica na sala de endoscopia por 20 a 40 minutos para a endoscopia alta e por 30 a 120 minutos para a colonoscopia. O tempo de realização do exame é, no entanto, menor.

  • Onde o exame é realizado?
    • No “day-hospital” (segundo andar do bloco novo) do Hospital Mater Dei. Para mais informações contactar a secretaria de endoscopia pelo telefone: (31) 3339-9279

  • O que acontece após o término do exame?
    • A criança permanece na sala de recuperação até passar o efeito da anestesia ou sedação, quando irá para a casa. Neste momento o médico entrega e explica o laudo e as fotografias para os pais que deverão entregar o resultado para o pediatra que solicitou o exame.

      O médico irá lhe informar se há necessidade de uma dieta especial após o exame.

      Atividade normal é permitida quando o efeito da anestesia passar e a criança pode ir à escola normalmente no dia seguinte.

  • Como é a preparação para a endoscopia e colonoscopia?
    • Antes do procedimento, as instruções serão dadas pelo médico. Estas informações se referem ao tempo de jejum e à necessidade de interrupção do uso de medicações. No caso da colonoscopia, serão fornecidos detalhes sobre a “limpeza” do intestino que deve ser realizada antes do exame.

      Nos casos de colonoscopia é sempre necessária uma consulta prévia.

      Caso seja de interesse dos pais, poderá ser realizada uma visita prévia ao local acompanhada pelo médico que realizará o exame.

  • Como marcar o exame?
    • A secretaria de endoscopia funciona em horário comercial para agendamento dos exames (31-33399279).

      Caso seja necessária mudança de horário ou cancelamento do exame favor entrar em contato. Caso a criança apresente febre ou tosse na semana que precede o exame, o mesmo deverá ser reagendado para outro momento.

Constipação
  • O que é?
    • Devemos entender como constipação intestinal crônica a dificuldade de evacuar ou diminuição da freqüência das evacuações. As fezes podem ser endurecidas, ressecadas, volumosas chegando a entupir o vaso sanitário, e até acompanhadas de sangramento intestinal em forma de raias de sangue, devido à formação de fissura anal. Pode ocorrer ainda um escape fecal caracterizado por uma "pasta escura" de fezes e com odor muito ruim na cueca ou na calcinha da criança. Este quadro às vezes é confundido com diarréia.

  • Quanto tempo meu bebê pode ficar sem evacuar?
    • É importante lembrar que o bebê nos primeiros meses de vida pode apresentar um intervalo entre as evacuações de alguns dias, sem ser portador de constipação intestinal, desde que ele evacue fezes amolecidas, pastosas sem a presença de sangue e dor ao evacuar, o intervalo não importa e pode chegar até a 10 dias.

  • Porque acontece a constipação?
    • A constipação intestinal, na grande maioria das vezes, é de causa funcional por distúrbio da motilidade intestinal, e não como se acreditava anteriormente determinada unicamente por problemas emocionais. Na verdade, estes podem exacerbar o quadro.

      Algumas doenças orgânicas também podem levar a constipação intestinal como o megacolon congênito ( doença de Hirschsprung), hipotireoidismo, estenose retal e ânus anteriorizado.

  • Existe uma receita mágica?
    • Não. Esta é uma área onde existem muitos mitos e onde parentes, vizinhos e amigos sempre procuram dar sua "receita" para melhora dos sintomas da criança. Apenas o pediatra do seu filho poderá orientar a melhor conduta e evitar um prejuízo e estresse ainda maior para a família.

  • Como tratar?
    • É muito importante o acompanhamento do pediatra ou do gastroenterologista pediátrico que deverá orientar as medidas dietéticas e comportamentais a serem seguidas e que deverão ser individualizadas para cada criança. A maioria dos casos evolui com sucesso.

      Os laxantes devem ser usados sempre sob orientação médica, já que muitos deles podem ser prejudiciais. Algumas vezes é necessária a realização de lavagens intestinais na presença de fecaloma (impactação de massa de fezes no reto).

Refluxo gastro-esofágico na infância
  • O que é?
    • O refluxo gastroesofágico (RGE) caracteriza-se pelo fluxo retrógrado (que volta) e involuntário do conteúdo do estômago para o esôfago.

      O RGE é reconhecido como fenômeno fisiológico, normal, que ocorre ocasionalmente no ser humano, especialmente após alimentações e é muito freqüente em crianças menores de 1 ano.

      O RGE fisiológico, também chamado de regurgitação infantil caracteriza-se por episódios de refluxos, sem qualquer transtorno maior para a saúde da criança. Normalmente ocorrem em crianças que além das regurgitações não apresentam nenhum sinal de agravo à saúde e nenhuma conseqüência negativa ao seu desenvolvimento (perda de peso, anemia, dor, chiado no peito, tosse crônica, perda da respiração, engasgos, etc). A tendência é de melhora aos 18 meses de idade.

      Hoje existe uma grande preocupação com a excessiva solicitação de exames e o excesso de prescrição de medicamentos ou mudanças de dieta para as crianças que regurgitam. Se a criança não é conduzida de forma adequada (supervalorização ou subvalorização do diagnóstico), isso pode trazer prejuízo à sua saúde.

      Por outro lado, quando o refluxo gastroesofágico está associado a sinais e sintomas que interferem com a qualidade de vida de seu filho é denominado Doença do Refluxo Gastroesofágico - DRGE (pode estar associado a engasgos, irritabilidade, recusa alimentar, hemorragia digestiva, cianose, apnéia, pneumonias de repetição, chiado, asma, rouquidão, anemia, etc.).

      Quando presente a DRGE é necessário determinar se a doença é primária (sem doença subjacente) ou secundária (com alterações estruturais, metabólicas, infecciosas, neurológicas ou alérgicas que podem ser responsáveis pelo retorno do conteúdo gástrico ao esôfago).

      As crianças com RGE devem ser acompanhadas durante toda a infância, pois embora parte delas irá cessar os sintomas, outras continuarão com os mesmos, ou ainda apresentarão outras alterações clínicas associadas ao refluxo.

      Quanto ao tratamento, é importante ressaltar que não vai curar o RGE e sim evitar as complicações. O tratamento é dividido em medidas posturais, dietéticas e tratamento medicamentoso

      1. Medidas posturais: elevar a cabeceira da cama em um ângulo de 30 a 45º e, na medida do possível, colocar o bebê deitado do lado esquerdo.
      2. Medidas dietéticas: manter aleitamento materno exclusivo; se o bebê receber leite em pó, fracionar as mamadeiras e, em alguns casos, engrossar o leite ou procurar uma formulação mais adequada (segundo orientação médica).
        As mamadeiras devem ser tomadas com o bebê em posição semi-elevada e, após as mesmas, esperar pelo menos quarenta minutos para deitar.
      3. Tratamento medicamentoso: deve sempre ser realizado pelo médico, e consiste de medicamentos que inibem a secreção ácida proveniente do estômago, causadora de muitas complicações, além de remédios que possam tonificar a válvula que se localiza entre o esôfago e o estômago. Os remédios não curam o RGE, mas o controlam.
  • Quando devo me preocupar?
    • O refluxo considerado doença (refluxo patológico ou doença do refluxo gastroesofágico) pode apresentar repercussões clínicas como déficit do crescimento e peso, dor abdominal, irritabilidade, recusa alimentar, hemorragias digestivas, chiado no peito, tosse crônica, pneumonias de repetição ou complicações relacionadas ao nariz, ouvido, seios da face e garganta.

      A distinção entre refluxo fisiológico e patológico exige habilidade no diagnóstico e atenção na escolha do tratamento mais adequado a cada caso, e deve ser sempre avaliado pelo seu pediatra.

      Entre as crianças que apresentam regurgitações com freqüência preocupante para os pais, apenas 2% necessitarão de investigação.

  • Como o pediatra sabe se o refluxo do meu bebê é normal?
    • Nas primeiras semanas de vida, muitos bebês normais regurgitam uma ou mais vezes por dia, pouco tempo após a alimentação. A regurgitação fisiológica, normal, ocorre quando a criança não apresenta outros sintomas, a evolução do ganho de peso é normal e a diminuição gradativa das regurgitações ocorre ao longo do tempo, cessando por volta dos sete a oito meses de idade.

      A abordagem diagnóstica do lactente com queixa de regurgitações freqüentes deve ser realizada, inicialmente, verificando-se a experiência materna com a alimentação do bebê. Em seguida, procura-se identificar, pela história e observação da amamentação da criança durante a consulta, se as seguintes situações, que podem causar regurgitação e vômitos, estão presentes: (1) aquelas que favorecem a ingestão excessiva de ar antes ou durante as mamadas como choro intenso, ou orifício do bico da mamadeira muito grande ou muito pequeno; (2) se o lactente em aleitamento artificial, especialmente no primeiro mês de vida, recebe excesso de leite em cada mamada; (3) se a criança é muito manipulada após as mamadas e (4) se o bebê não é colocado para arrotar após as mamadas. Durante os primeiros seis meses de vida, a criança respira durante a sucção e, conseqüentemente, ocorre preenchimento da orofaringe com ar, o qual é levado junto com o alimento para o esôfago e estômago. Esse fato explica a necessidade da criança de arrotar, sendo necessário mantê-la alguns minutos levantada, na posição vertical, após as mamadas. Se a criança é colocada na posição deitada imediatamente após ter mamado, a expulsão do ar por meio do arroto pode causar regurgitação do leite. Esse padrão geralmente cessa a partir dos seis meses de idade, quando a respiração e a sucção passam a ocorrer de forma alternada.

  • Quais os "tipos de refluxo gastroesofágico"?
    • Não existem tipos de refluxo, mas sim uma classificação que busca nos orientar quanto às diversas manifestações clínicas e seu prognóstico.

      FISIOLÓGICO (NORMAL)

      O refluxo fisiológico (normal) é mais comum nos primeiros meses de vida. As regurgitações pós-alimentares apresentam resolução espontânea, na maioria dos casos, até um a dois anos de idade. O crescimento da criança é normal, e não há outros sintomas ou complicações associadas. A freqüência das regurgitações diminui após seis meses de idade, coincidindo com a introdução de dieta sólida (sopinhas) e adoção de postura corporal mais ereta (mais assentadinha) pela criança.

      PATOLÓGICO (DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO)

      Suspeita-se de refluxo patológico quando os vômitos e regurgitações persistem de modo significativo após os seis meses de idade, não respondem às medidas de postura e dietéticas, e quando estão presentes repercussões clínicas como parada do crescimento, perda de peso ou sintomas e sinais sugestivos de inflamação do esôfago (esofagite), principalmente irritabilidade, recusa alimentar, choro persistente, e dificuldade para dormir em lactentes pequenos.

      REFLUXO OCULTO

      O refluxo é denominado oculto quando manifestações respiratórias, otorrinolaringológicas ou indicativas de esofagite ocorrem na ausência de vômitos e regurgitações.

      REFLUXO PRIMÁRIO

      Refluxo primário resulta da disfunção entre a união do esôfago com o estômago, facilitando as regurgitações e vômitos.

      REFLUXO SECUNDÁRIO

      O refluxo secundário ocorre como conseqüência de outras doenças, tais como estreitamento congênito do esôfago, comunicação entre a traquéia e o esôfago, distúrbios da deglutição, alergia ao leite de vaca, infecção urinária, parasitoses intestinais (vermes), fibrose cística, doenças neurológicas entre outras que são responsáveis pelo retorno do conteúdo gástrico ao esôfago.

  • O que as crianças sentem quando têm refluxo?
    • Dependendo da idade de início dos sintomas, o refluxo pode ter vários significados e cursos clínicos distintos.

      Em lactentes (até os 2 anos de idade) a suspeita de inflamação no esôfago (esofagite) ocorre quando há choro excessivo, irritabilidade, distúrbios do sono, agitação e recusa da dieta (a criança passa a ter medo de alimentar-se e sentir dor).

      A criança maior pode queixar-se de queimação sobre o estômago, dor no peito, dor abdominal, dor durante a alimentação e excesso de salivação. O refluxo do adolescente pode ser um prolongamento da primeira, ou aparecer mais tardiamente; tem sintomas persistentes e, quase sempre, necessita de tratamento.

      Outras manifestações clínicas do refluxo são: ruminação (ficar com movimentos mastigatórios contínuos), disfagia (dificuldade de alimentar-se), arrotos, soluços, anemia e sangramentos; chiados no peito de repetição, pneumonias de repetição, laringites, sinusites, infecções do ouvido de repetição e outras.

      O refluxo tem sido associado a vários outros acontecimentos na vida da criança, como morte súbita do lactente, soluços, rouquidão e erosão dentária. Como pode ser constatado, somente o médico poderá fazer o diagnóstico diferencial entre tantas condições clínicas apresentadas pela criança que vomita.

  • Que exames precisam ser realizados?
    • Somente os lactentes e crianças que apresentam sinais e sintomas clínicos sugestivos de complicações de refluxo gastroesofágico deverão ser submetidos à investigação diagnóstica. Em muitos casos não é necessária a realização de exames. Apenas através de uma consulta detalhada e cuidadosa e um exame físico completo é possível estabelecer o tratamento mais adequado para seu filho.

      Não existe um único exame que possa confirmar o diagnóstico de Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), na maioria das vezes eles são complementares.

      Exames disponíveis para investigação:

      1. Radiografia de esôfago, estômago e duodeno (REED)
      2. Manometria para medir a pressão da região situada entre o esôfago e o estômago
      3. Cintilografia gastroesofágica
      4. Ultrassonografia do abdome superior
      5. Estudo da deglutição: deglutograma baritado e videofluoroscopia
      6. Endoscopia digestiva alta e biópsia esofágica – indicada principalmente quando se pensa em esofagite e suas conseqüências
      7. Monitorização do pH do esôfago (pHmetria 24 horas)
      8. Impedanciometria esofágica intraluminal
  • Qual o tratamento?
    • A orientação aos pais é de fundamental importância. Eles devem conhecer a evolução do refluxo, suas principais conseqüências, o tempo de evolução e cura, bem como a importância do seguimento periódico de seu filho. Algumas vezes, somente com a orientação adequada, a freqüência das regurgitações e vômitos chega a diminuir.

      O tratamento é dividido em medidas posturais, dietéticas e tratamento medicamentoso.

      MEDIDAS POSTURAIS E DIETÉTICAS

      As modificações dietéticas propostas para reduzir os episódios de refluxo devem respeitar as necessidades nutricionais da criança. O espessamento da mamadeira tem maior eficácia para alívio das regurgitações.

      Alimentos e medicamentos que diminuem o tônus da junção entre o estômago e o esôfago ou aumentem a acidez gástrica devem ser evitados. Como, por exemplo, alimentos gordurosos, frutas cítricas (laranja, limão, abacaxi, etc), tomates, café, álcool, fumo (inclusive fumantes passivos, como as crianças); e alguns medicamentos, devem ser evitados.

      Recomenda-se, em geral, cabeceira do berço ou da cama elevada a 30 graus e manutenção da criança ereta (quase em pé) no período pós-alimentação.

      MEDICAMENTOS

      Cabe ao seu pediatra avaliar qual a medicação mais adequada para seu filho. Entre as medicações disponíveis para o uso estão: domperidona, metoclopramida, bromoprida, eritromicina, inibidores H2 e os bloqueadores da bomba de prótons. Hoje, excepcionalmente a cirurgia está indicada.

Dor Abdominal
  • O que é a Dor Abdominal Recorrente?
    • Qualquer dor localizada no abdome da criança e que se repete com freqüência, causando preocupação aos pais. No mundo científico é definida como três ou mais episódios de dores no abdome, pelo menos nos últimos três meses, intensos o suficiente para prejudicar o dia-a-dia da criança, de alguma maneira, durante o período em que estiver sentindo dor.

  • O que causa esta dor?
    • Pode ser devido à doença orgânica ou funcional. São inúmeras as doenças orgânicas que podem causar estas dores (ex: alergias alimentares, doença celíaca, intolerância a lactose, vermes, câncer, pedra na vesícula e rins, doenças do pâncreas, etc...). Em mais de 90% dos casos, no entanto, a dor é funcional. Nestes casos as crianças relatam a dor, mas todos os estudos e exames que forem feitos sobre a criança irão se mostrar normais, sem ela apresentar qualquer indício de doença orgânica que cause a dor.

  • O que significa Dor Funcional?
    • A dor funcional é aquela que a pessoa sente, mas que os médicos não encontram uma causa específica. Diversos fatores são implicados no surgimento deste tipo de dor. Muitos estudos realizados com pacientes mostram que estas pessoas possuem uma maior facilidade para experimentar sensações dolorosas frente a alguns problemas, e que a distensão intestinal nestas pessoas também se apresenta mais dolorosa quando comparados níveis semelhantes de estímulo entre pessoas “normais”.

      Os receptores de dor destas crianças são mais sensíveis aos estímulos dolorosos e também os mecanismos centrais de modulação da dor agem de forma incompleta no bloqueio de sensações dolorosas de menor intensidade e importância. Por enquanto, os exames que mostram estas alterações somente estão presentes em centros especializados, nos Estados Unidos e Europa. É importante ressaltar que a criança sente uma dor verdadeira, e não está mentindo ou chamando a atenção.

  • Porque esta dor é tão importante?
    • Primeiro, porque é muito frequente. Em segundo lugar, causam muita angústia aos pais que não sabem como lidar com as dores de seu filho (tem períodos que relevam mais a dor e períodos em que voltam ficar preocupados) e acabam por gerar uma infinidade de exames, induzindo a família a longas jornadas de investigação e mudanças frequentes de médicos.

  • Como a Dor Abdominal Recorrente Funcional se manifesta?
    • Na Dor Abdominal Recorrente Funcional podem ser percebidas três formas de manifestações, uma com dor periumbilical (em volta do umbigo) clássica, na qual a criança apresenta em geral apenas os episódios de dor periumbilical, que podem durar de alguns minutos a horas ou dias, não são encontrados outros sinais de acometimento sistêmico, e o exame físico do paciente é em geral normal.

      No segundo tipo, dispéptico, os pacientes podem apresentam vômitos, náuseas, gases e sensação de queimação com localização mais epigástrica porém também periumbilical. A dor piora com o jejum, melhorando com a alimentação.

      Já na Dor Abdominal Recorrente Funcional com dismotilidade intestinal, a dor em geral se localiza na porção inferior do abdome. Pode ocorrer diarréia ou constipação, ocorrendo alívio dos sintomas com o ato de evacuar.

  • É grave?
    • Não, mas pode gerar grande desconforto para a criança e afetar significativamente o seu dia a dia, levando muita angústia aos pais e até aos pediatras.

  • Como sei se meu filho(a) possui a Dor Abdominal Recorrente Funcional?
    • Somente o seu médico poderá dizer com segurança se a dor é funcional ou não. É imprescindível um bom tempo de consulta ou consultas e, dependendo do caso, são necessários alguns exames complementares, que podem ser poucos ou muitos. A necessidade destes exames é variável. Somente após esta avaliação o seu médico poderá fazer o diagnóstico de certeza.

  • Quais os sinais de alerta para uma doença orgânica?
    • Há sinais e sintomas de alerta que sugerem origem orgânica para os episódios isolados de dor abdominal, tais como perda de peso, desaceleração do crescimento, dor distante da região umbilical, manifestações extra-intestinais (febre, erupções na pele, dor articular, aftas recorrentes e dificuldade para urinar), presença de sangue nas fezes, diarréia crônica, anemia, “exames de sangue” alterados e história familiar de doença ulcerosa ou inflamatória do tubo digestivo. A presença dessas alterações, associadas a outras mais específicas de cada causa orgânica, orienta para a realização de exames mais específicos.

  • A Dor Abdominal Recorrente Funcional tem tratamento?
    • Sim. Em primeiro lugar, o diagnóstico deve dado apenas pelo médico após os exames que ele julgar necessários. Uma vez concluída a investigação o médico iniciará o tratamento que inclui: medidas comportamentais, explicação exata da doença, orientação acerca dos sinais de alerta, técnicas para diminuir a intensidade da dor e algumas vezes até medicamentos placebos.

      A criança deve fazer consultas periódicas, principalmente nos primeiros 6 meses, para que sejam reforçados e esclarecidos os conceitos de Dor Abdominal Recorrente Funcional e as maneiras de lidar com a dor. Verificam-se nesses encontros se ainda estão presentes os ganhos secundários, sinais e sintomas de alerta ou outros achados que sugiram doença orgânica.

      A maioria das crianças melhoram após 3 meses de consultas. Grande parte dos pais se despreocupam definitivamente e vivem melhor e mais tranqüilos...

      Mesmo com esta abordagem, algumas crianças apresentarão dores por até cinco anos após o diagnóstico, e outras levarão queixas de dor, além da Dor Abdominal Recorrente Funcional, até a vida adulta, como enxaquecas e dores nas costas.

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