Graduado em 2002 pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, fez sua Residência Médica de Pediatria do Hospital das Clínicas da UFMG em 2003. Desde os primeiros meses de residência, desenvolveu interesse especial pela especialidade de Endocrinologia Pediátrica.
Após concluir os 2 anos de Pediatria, ingressou no 3º ano de Residência Médica, na área de Endocrinologia Pediátrica.
No final de 2005, durante o Congresso Mundial de Endocrinologia Pediátrica, realizado na cidade de Lyon (França), foi premiado pela Sociedade Européia de Endocrinologia Pediátrica (ESPE) com uma bolsa de estudos para se especializar em um grande centro europeu. Em 2006, partiu para a cidade de Madrid, Espanha, sob a orientação do Prof. Jesús Argente, no Hospital Infantil Universitario Niño Jesús, da Universidad Autónoma de Madrid. Teve então a oportunidade de trabalhar ao lado de renomados profissionais e de ter acesso a exames e tratamentos de última geração.
Regressou no final de 2006 a Belo Horizonte, onde mora desde então. Atualmente, é membro da Divisão de Endocrinologia da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da UFMG, onde desenvolve diversas atividades, como preceptoria a residentes e especializandos, participação em reuniões, pesquisas e discussões de casos.
Desde 2006, tem desenvolvido um grande projeto na área de Obesidade Infantil, com a parceria do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG. Em 2008, obteve o título de Mestre em Saúde da Criança e do Adolescente, pela Faculdade de Medicina da UFMG, concluindo uma pesquisa envolvendo crianças e adolescentes com obesidade.
Como Pediatra, atualmente trabalha no Pronto-socorro do Hospital Mater Dei. Como Encocrinologista Pediátrico, participa, desde 2007, do Programa de Triagem Neonatal do estado de Minas Gerais para a detecção da Hiperplasia Adrenal Congênita, atendendo a dezenas de crianças mensalmente, no Hospital das Clínicas – UFMG. Trabalha também no atendimento a crianças e adolescentes do ambulatório de Endocrinologia Pediátrica do mesmo serviço. Desde 2010, coordena o Programa de Diabetes de Belo Horizonte - MG.
Na Cínica Mon Petit, trabalha como Endocrinologista Pediátrico, atendendo crianças e adolescentes de 0 a 20 anos. Além dos colegas especialistas da clínica, conta ainda com a parceria de uma equipe multi-profissional externa, que inclui o trabalho de nutricionista, psicóloga e educadora em diabetes.
Anualmente, participa ativamente dos principais congressos mundiais na área de Endocrinologia Pediátrica, mantendo o compromisso de se atualizar constantemente e de trazer o que há de melhor na área para seus pacientes.
Para maiores informações, visite a página do Currículo Lattes (CNPq).
A Pediatria é a especialidade médica dedicada à assistência à criança e ao adolescente, nos seus diversos aspectos, sejam eles preventivos (Puericultura) ou curativos. Aspectos preventivos envolvem ações como aleitamento materno, imunizações (vacinas), prevenção de acidentes, além do acompanhamento e das orientações necessárias a um crescimento e desenvolvimento saudáveis (puericultura). Os curativos correspondem aos diversos procedimentos e tratamentos das mais variadas patologias, exclusivas ou não da criança e do adolescente.
O Pediatra é o médico com formação dirigida exclusivamente aos cuidados da criança e do adolescente, com uma período de especialização que compreende no mínimo dois anos (residência médica). Esse período pode ainda ser complementado por um ou mais anos de especialização em uma das muitas áreas de atuação na Pediatria. Atualmente, o conhecimento necessário para o exercício da clínica pediátrica vai muito além dos ensinamentos aprendidos na Faculdade de Medicina, variando desde competências técnicas até conhecimentos na área de direito, educação e ciências sociais.
O ato pediátrico depende fortemente de um esforço para compreender uma queixa de um indivíduo com poucas margens para a comunicação. Dessa forma, o Pediatra busca compreender a família, suas angústias e o contexto social e emocional de cada criança.
Com a expectativa de vida podendo chegar até os 100 anos, o grande desafio do Pediatra é a prevenção de doenças crônicas dos adultos e idosos (tais como obesidade, diabetes, hipertensão arterial, pneumopatias, etc), modificando hábitos nocivos à saúde futura, os quais se estabelecem na faixa etária pediátrica. É essencial que toda criança seja acompanhado por um especialista em Pediatria desde os primeiros dias de vida, e que mantenha esse acompanhamento por toda a infância e adolescência, mesmo na ausência de doenças.
A Endocrinologia Pediátrica é uma especialidade que integra conhecimentos pediátricos e de endocrinologia e metabolismo para diagnóstico e tratamento de disfunções hormonais, do período neonatal até o fim da adolescência. Nessa fase da vida, disfunções hormonais podem alterar o crescimento, o desenvolvimento e o metabolismo de um organismo em fase de maturação e, por isso, as particularidades de cada fase do desenvolvimento devem ser consideradas. Sendo assim, a especialidade engloba distúrbios do metabolismo desencadeados por alteações hormonais.
No período neonatal, as doenças mais freqüentemente acompanhadas são os transtornos da diferenciação sexual, o hipotireoidismo congênito, a hiperplasia adrenal congênita e as hipoglicemias.
Na infância, predominam os quadros de baixa estatura, hipotireoidismo adquirido (auto-imune), diabetes mellitus tipo 1 (“insulino-dependente”) e os sinais de precocidade puberal.
Na adolescência, os problemas endocrinológicos mais freqüentes são os quadros de crescimento deficiente, muitas vezes acompanhado por um atraso da maturação sexual; o hipotireoidismo adquirido (auto-imune) e, nos últimos anos, destacam-se os quadros de sobrepeso e distúrbios do metabolismo glicêmico, dentre os quais o diabetes mellitus tipo 2.
Aliam-se às enfermidades descritas, causas mais raras de transtornos hormonais na faixa etária pediátrica, como o hipertireoidismo (geralmente pela doença de Graves), o hipercortisolismo (ou síndrome de Cushing), e os casos de tumores (sistema nervoso central, gônadas, tireóide, adrenais, etc), entre outras.
Nos últimos anos, avanços tecnológicos permitiram que os endocrinologistas pediátricos pudessem oferecer tratamentos mais seguros e cômodos para seus pacientes. Um grande exemplo disso são os análogos de insulina, produzidos por engenharia genética, assim como o hormônio de crescimento recombinante humano (rhGH). O uso de dispositivos portáteis facilitou a administração de hormônios como a insulina e o rhGH, permitindo maior mobilidade e conforto aos seus usuários.
Houve ainda grandes avanços nos aparelhos de monitorização glicêmica, para os diabéticos, que já permitem rápidas leituras da glicemia capilar, com gotas de sangue cada vez menores. Foram desenvolvidos também aparelhos portáteis para monitorização contínua da glicemia, além de sistemas de infusão contínua de insulina, por via subcutânea, as chamadas “bombas” de insulina.
Cabe destacar que pesquisas na área da genética têm permitido o diagnóstico e estudo de doenças através da biologia molecular. A cada dia, torna-se menor o número das chamadas formas “idiopáticas” (de causas desconhecidas) das doenças endocrinológicas, como no caso da baixa estatura idiopática, quando exames e provas funcionais convencionais não permitem a identificação da causa.
Com relação às questões endocrinológicas relativas às crianças e aos adolescentes, o Endocrinologista especializado na área pediátrica é o profissional mais capacitado para a sua avaliação, por ter uma formação primária em Pediatria, condição que possibilita um melhor entendimento das particularidades dessa faixa etária e do acolhimento à sua família.